- O The Washington Post diz que o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, tentou mediar asilo de Nicolás Maduro na Rússia, reunindo-se com o embaixador dos EUA na Santa Sé, Brian Burch, na véspera de Natal.
- O Vaticano confirmou as negociações, mas afirmou que é decepcionante partes da conversa confidencial terem sido divulgadas sem refletir o conteúdo com precisão. O Departamento de Estado americano e o porta-voz do Kremlin não comentaram.
- Segundo o relato, Parolin questionou se os EUA buscavam mudança de regime e pediu paciência para evitar instabilidade, sinalizando concordância com a saída de Maduro. A Rússia teria mostrado disposição de acogê-lo.
- Um documento citado pelo jornal afirma que Parolin mencionou um rumor de que a Venezuela seria peça-chave nas negociações Moscou-Kiev e que a Rússia abrira mão da Venezuela se estivesse satisfeita com a situação na Ucrânia.
- A reportagem menciona que Maduro parecia disposto a renunciar após as eleições de 2024, mas teria sido convencido a ficar por proteger a própria vida, conforme o ministro do Interior, Diosdado Cabello. Dias depois, os EUA atacaram cidades venezuelanas; Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e seguem para julgamento em Nova York por narcoterrorismo.
O Vaticano teria discutido a possibilidade de conceder asilo ao presidente venezuelano Nicolás Maduro na Rússia, segundo reportagem do Washington Post. A negociação envolveria o final de 2023 e recebeu participação de representantes norte-americanos.
De acordo com o jornal, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, reuniu-se com o embaixador dos EUA junto à Santa Sé, Brian Burch, na véspera de Natal para tratar do tema. O objetivo seria entender planos dos EUA sobre a Venezuela e sinalizar uma saída pacífica para Maduro.
O Vaticano confirmou as negociações, mas pediu que o conteúdo confidencial não fosse divulgado de forma imprecisa. O governo dos EUA não comentou o assunto, e o Kremlin também não emitiu posicionamento oficial.
Detalhes da reunião e ambiente diplomático
Parolin, conforme o relato, questionou se haveria busca por mudança de regime e pediu paciência para evitar instabilidade. Segundo o texto, ele sinalizou que concordava com a saída de Maduro, que, segundo documentos, poderia ter sido facilitada pela Rússia caso a Ucrânia tivesse evoluído de outra forma.
O cardeal mencionou rumores de que a Venezuela seria peça-chave nas negociações Moscou-Kiev, indicando que a Rússia abriria mão de Maduro se estivesse satisfeita com a situação na Ucrânia. O relato também aponta que Maduro poderia renunciar após as eleições de 2024, conforme indicado por interlocutores.
Parolin afirmou estar perplexo com a falta de clareza sobre os planos dos EUA na Venezuela e pediu prazo para garantir a saída de Maduro sem riscos à família. Segundo o jornal, o encontro ocorreu antes de ações militares americanas na região.
No sábado subsequente, as informações repercutiram em meio internacional após o governo dos EUA realizar ataques na Venezuela, envolvendo Caracas, com ações que resultaram na captura de Maduro e de sua esposa e na transferência para Nova York para julgamento por narcoterrorismo.
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