- Cerca de três mil empregos estão em risco caso o Ministério da Defesa atrase a assinatura do contrato de helicópteros de médio porte com a Leonardo Helicopters em Yeovil, no condado de Somerset.
- A fábrica é a última unidade britânica de helicópteros militares e depende de um pedido que pode sair nas próximas semanas para manter a operação.
- A Leonardo é a única vencedora da licitação de um contrato de um bilhão de libras lançado em fevereiro de 2024; o prazo de oferta final vence em março.
- Fontes próximas ao processo afirmam que um atraso após março pode exigir a reabertura do processo e impactar a cadeia de suprimentos.
- A empresa e representantes sindicais destacam a necessidade de o governo esclarecer o quanto antes a assinatura do contrato, em meio a pressões por planos de investimento em defesa.
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A fábrica de helicópteros do grupo Leonardo em Yeovil, Somerset, corre o risco de fechar caso o Ministério da Defesa do Reino Unido não feche nos próximos dias a licitação do novo helicóptero médio. A operação emprega cerca de 3 mil trabalhadores qualificados, segundo fontes do setor.
Leonardo é o único licitante da concorrência de 1 bilhão de libras destinada ao novo helicóptero médio. O prazo para apresentar a oferta final vence em março, e a demora na decisão ameaça os prazos de produção e o fechamento da unidade, de acordo com fontes próximas ao processo.
A produção está sob pressão porque o custo depende da cadeia de suprimentos da companhia. Um informante disse que, se o contrato não for anunciado ainda em janeiro, pode ser necessário reiniciar todo o processo. O atraso é visto como crítico pela indústria.
Contexto e impactos
O CEO da Leonardo, Roberto Cingolani, informou investidores que buscava ampliar a colaboração com o governo britânico. Em dezembro, Cingolani enviou carta ao secretário de Defesa, John Healey, deixando em aberto a continuidade de investimentos no Reino Unido caso haja atraso.
O processo acontece em meio a promessas de aumento dos gastos em defesa diante de ameaças da Rússia. O setor já mostrou insatisfação com a demora na divulgação do plano de investimento em defesa, que deveria ter sido apresentado antes do Natal.
Umidade de incerteza persiste entre trabalhadores de Yeovil. A diretora-geral da Unite, Sharon Graham, afirmou que o ritmo de decisão do governo gera insegurança sobre a próxima encomenda para helics. Alega que é essencial confirmar o contrato para manter empregos.
Um porta-voz do MoD informou que o orçamento de defesa está em níveis recordes, com uma soma de cerca de 270 bilhões de libras para este parlamento. Segundo o governo, há crescente demanda por defesa, em função da agressão russa e de operações previstas, incluindo uma possível contribuição na Ucrânia.
A defesa britânica trabalha na divulgação do plano de investimentos, buscando atualizar programas já defasados, com maior compatibilidade aos requisitos operacionais atuais. A secretaria reiterou o compromisso com o fortalecimento da indústria de defesa do Reino Unido.
- Setores envolvidos destacam que a conclusão do contrato pode evitar impactos significativos na cadeia de fornecimento da empresa e manter a presença tecnológica no país.
- Analistas observam que a resolução rápida ajuda a estabilizar empregos e investimentos em setores correlatos da indústria.
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