- O presidente dos EUA voltou a defender a possibilidade de tomar Greenland, território autônomo da Dinamarca, para segurança nacional, desafiando a Nato.
- A ameaça levanta o conflito com a Dinamarca e pode levar a uma crise entre os aliados se Washington insistir em ações militares.
- Históricamente, a União Soviética invadiu aliados do Pacto de Varsóvia em 1956 (Hungria) e em 1968 (Checoslováquia) para prevenir deserções, um precedente citado em comparação com as ações dos EUA.
- Analistas apontam que, diferentemente, as invasões soviéticas visavam manter a integridade da aliança, enquanto a retórica de Trump seria um risco de confronto com a Nato.
- Especialistas destacam que as bases dos EUA em Greenland existem desde 1941 e recomendam cooperação com a Dinamarca para ampliar defesas sem provocar rupturas com os aliados.
Donald Trump voltou a lançar falas sobre Greenland, defendendo a ideia de que o território poderia ser essencial para a segurança nacional dos EUA e admitindo a possibilidade de obtenção por meios militares. A fala repercute na relação com a Dinamarca, aliada da Otan, que tem soberania sobre Greenland.
A possibilidade de forçar uma mudança de controle levanta o debate sobre o papel da Otan. Caso os EUA avancem, Washington poderia enfrentar uma consulta de Artigo 4 e, em seguida, a defesa coletiva prevista no Artigo 5, envolvendo membros da aliança.
Especialistas veem o tema sob a ótica histórica. Acenos de Moscou aos aliados durante a Guerra Fria mostraram que a intervenção podia destroçar a coesão do bloco. Defensores da cooperação defendem caminhos que mantenham bases existentes sem provocar rupturas.
Analistas destacam que Greenland abriga bases militares desde 1941, criadas para apoiar a participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial. O cenário atual não é somente estratégico, mas também envolve a relação entre EUA, Dinamarca e a Otan, segundo especialistas.
Para entender o impacto, alguns historiadores lembram lições da dissolução do Pacto de Varsóvia. A percepção de segurança coletiva depende da confiança entre os membros e do equilíbrio entre interesses nacionais e alianças, dizem eles.
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