- Randall Gamboa Esquivel, de Costa Rica, foi deportado dos Estados Unidos em estado vegetativo e morreu no dia 26 de outubro, em Costa Rica, após chegar de avião médico a San José.
- Segundo a família, ele entrou nos EUA em dezembro de 2024 e foi detido por reentrada irregular; estava detido em instalações no Texas (Webb County, Laredo, e Port Isabel, Los Fresnos) antes da deportação.
- Registros médicos obtidos pelo Guardian indicam que, em 23 de junho, houve pedido de transferência hospitalar para o Valley Baptist, em Harlingen, com diagnóstico de “estado mental alterado”; ele recebia antipsicóticos e antidepressivos.
- Até julho, foram identificadas pelo menos dez condições, entre as principais sepsia e rabdomiólise, além de malnutrição proteica e encefalopatia tóxica; familiares dizem não ter histórico de doença mental prévia.
- Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que houve avaliação médica, incluindo triagens de saúde e acesso a atendimento, e a Embaixada/Consolado Costa-riquenho não divulgou detalhes sobre visitas ou informações médicas durante o período de detenção.
Randall Gamboa Esquivel, um costarriquenho deportado dos EUA em estado vegetativo, morreu pouco após chegar a Costa Rica. A família busca respostas sobre o que ocorreu durante a detenção nos EUA, segundo apuração exclusiva.
Gamboa deixou a Costa Rica em boa saúde em dezembro de 2024, atravessando a fronteira entre EUA e México. Foi detido por reentrada irregular, após ter vivido nos EUA de forma irregular entre 2002 e 2013.
Inicialmente levado ao Webb County Detention Center, em Laredo, foi transferido ao Port Isabel Detention Center, em Los Fresnos, no sul do Texas. Em setembro de 2025, a administração Trump o transportou para San José, por meio de uma ambulância aérea.
Saúde, detenção e transferências
Não houve melhora após a deportação. Em agosto, médicos registraram diagnóstico de condição crítica, incluindo estado mental alterado e tratamento com antipsicóticos e antidepressivos. A família, no entanto, afirma que ele não tinha histórico de doença mental.
Relatos médicos encaminhados à Guardian indicam que, em 23 de junho, houve pedido de transferência para um hospital da região de Harlingen, a 28 milhas de distância. Gamboa foi hospitalizado em Valley Baptist, com quadro de sepse listado como diagnóstico principal.
A irmã de Gamboa, Greidy Mata Esquivel, descreve que, ao chegar ao hospital no Brasil, o estado dele deteriorou-se de forma abrupta. Segundo ela, o irmão apareceu com feridas graves e sem conseguir falar ou mover o corpo.
Relatos médicos também apontam diagnóstico de malnutrição proteica e encefalopatia tóxica. Em documentos, há registro de que o paciente apresentava postura decerebrada e necessidade de suporte invasivo, com uso de sondas.
Reação das autoridades e próximos passos
A Guardian contatou autoridades norte-americanas, que afirmaram que houve avaliação médica contínua e atendimento básico de saúde na detenção, incluindo triagens dentárias e psiquiátricas. Em Costa Rica, o Ministério das Relações Exteriores não concedeu entrevista.
O diretor da agência migratória da Costa Rica informou ter sido notificado da deportação, mas não recebeu detalhes sobre a condição de saúde de Gamboa. A família continua buscando explicações sobre a cadeia de eventos que antecederam o falecimento.
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