Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Irã prende líderes de protesto enquanto repressão aumenta sob ameaça dos EUA

Autoridades iranianas prenderam líderes do movimento de protesto, enquanto o regime intensifica a repressão em meio à ameaça de intervenção dos EUA

Telinha
Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
A screengrab from footage circulating on social media shows protesters taking to the streets in Tehran.
0:00
Carregando...
0:00
  • Autoridades iranianas prenderam membros-chave do movimento de protesto nas últimas duas semanas, segundo o chefe de polícia Ahmad-Reza Radan.
  • A procuradoria-geral já havia alertado que quem protestasse ou ajudasse manifestantes poderia ser considerado “inimigo de Deus”, com possibilidade de pena de morte.
  • O país enfrenta o segundo fim de semana de protestos após crise cambial e cobrança por reformas políticas; críticas dizem que internet foi cortada para facilitar a repressão.
  • Dados de organizações de direitos humanos apontam ao menos 116 mortes, e cerca de 2.600 pessoas presas; jovens foram atingidos por tiros de longa distância e por armas de fogo.
  • Nos EUA, o presidente Donald Trump ameaçou intervir, enquanto autoridades iranianas alertaram que ataques seriam alvo legítimo de retaliação, com monitoramento de ações de Israel e de potências estrangeiras.

A polícia da Inglaterra? Não. No Irã, autoridades informaram a prisão de membros-chave do movimento de protesto que tem sacudido o país nas últimas duas semanas, em meio a uma escalada de tensões com os Estados Unidos. Segundo o chefe de polícia Ahmad-Reza Radan, as detenções ocorreram na noite de ontem e visam os principais componentes dos distúrbios; o número de presos não foi divulgado. As autoridades indicaram que os envolvidos deverão responder a processos legais.

A Procuradoria Geral já havia sinalizado que manifestantes ou quem os auxilie pode ser enquadrado como “inimigo de Deus”, uma acusação sujeita à pena de morte. O contexto de instabilidade é considerado o mais grave dos últimos anos, com a inflação e a crise econômica alimentando as reivindicações por reformas políticas e, em alguns casos, pela queda do governo.

O país viveu cortes de acesso à internet desde quinta-feira, gerando um blackout generalizado. Organizações de direitos humanos afirmam que a internet foi usada para ampliar a repressão, com o uso de força letal e tiros de alta proximidade para dispersar multidões. O balanço de vítimas aproxima-se de 116 mortos e cerca de 2.600 detidos, segundo a Anistia dos Direitos Humanos Ativistas (HRNA), com a maioria das mortes atribuídas a armas de fogo.

Ameaça de intervenção norte-americana

Em meio aos relatos de violência, o presidente dos EUA deixou claro, em plataformas de redes sociais, que está disposto a intervir caso haja repetição de massacres contra manifestantes. Autoridades de Washington também discutem opções militares para um possível ataque, sem uma decisão formal anunciada até o momento. Parlamentares aliados repetiram mensagens de apoio aos iranianos que protestam.

A resposta de Teerã não tardou a chegar. O porta-voz do parlamento afirmou que, em caso de ataque, alvos militares dos EUA e seus postos na região podem ser considerados legítimos, reiterando o ceticismo sobre qualquer intervenção externa. O governo iraniano acompanhou de perto a repercussão internacional, com o debate centrado em soberania e segurança nacional.

Protestos persistem em várias cidades

Mesmo com as prisões, registros de protestos continuaram durante a noite, com concentrações em regiões de Teerã e em Mashhad, cidade natal do líder supremo. Vídeos nas redes sociais mostram multidões batendo panelas, cantando slogans e formando bloqueios para dificultar a passagem de veículos da polícia. Fontes locais descrevem o emprego de armas de fogo contra manifestantes, em incidentes que não foram comedidos pelas autoridades.

Observadores apontam que, apesar do endurecimento, a mobilização permanece ativa, alimentada pela desvalorização cambial e por descontentamento com políticas econômicas. Organizações de direitos humanos destacam a dificuldade de documentação completa devido ao apagão de comunicações, mas indicam relatos consistentes de altas fatalidades entre os manifestantes.

Contexto regional

Analistas ressaltam que o prolongamento da crise ocorre em um momento de fragilidade econômica interna e de tensões regionais, após conflitos recentes com Israel. A situação manteve o foco internacional na região, com avaliações distintas sobre impactos de uma possível intervenção externa e seus desdobramentos para o equilíbrio no Oriente Médio.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais