- O ministro da defesa da Bélgica, Theo Francken, afirmou que a OTAN deveria lançar uma operação no Ártico para atender às preocupações de segurança dos EUA.
- Francken sugeriu modelos como Baltic Sentry e Eastern Sentry — com uso de drones, sensores e outras tecnologias — para criar um “Arctic Sentry”.
- O comentário ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que os Estados Unidos precisam possuir a Groenlândia para evitar uma ocupação pela Rússia ou pela China.
- Autoridades europeias discutem formas de reduzir as preocupações americanas sobre a segurança ao redor da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.
- A OTAN informou que o secretário de Estado dos EUA conversou com o grande aliado sobre a importância do Ártico para a segurança compartilhada e sobre o aprimoramento das capacidades da aliança no norte.
O ministro da Defesa da Bélgica, Theo Francken, disse à Reuters que a OTAN deve lançar uma operação no Ártico para responder às preocupações de segurança dos EUA, defendendo unidade transatlântica. A ideia seria estabelecer uma presença adicional no norte para monitoramento.
Francken citou modelos já usados pela aliança, como Baltic Sentry e Eastern Sentry, que combinam forças de diversos países com drones, sensores e outras tecnologias para vigiar terra e mar. Ele sugeriu que um equivalente no Ártico poderia ganhar adesão rápida entre aliados.
Segundo Francken, embora Greenland tenha importância estratégica, é essencial resolver a questão de forma conjunta, entre amigos e aliados. Trump havia apontado a necessidade de os EUA deterem Greenland para evitar ocupação por Rússia ou China.
Contexto regional
Um porta-voz da OTAN afirmou que o chefe da aliança, Mark Rutte, conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre a relevância do Ártico para a segurança compartilhada e os esforços da OTAN para ampliar capacidades na região.
Dinamarca e os líderes de Greenland reiteraram que a ilha não pode ser anexada e que a segurança internacional não justifica tais movimentos. A presença militar dos EUA na ilha já existe desde 1951, por acordo entre as partes.
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