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Socialistas franceses não apoiam moções de desconfiança contra o Mercosul

Socialistas franceses não votarão moções de desconfiança ligadas ao acordo Mercosul, preservando governo e mantendo perspectiva de estabilidade

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Olivier Faure, member of parliament and First Secretary of the French Socialist Party, attends a parliamentary debate at the National Assembly in Paris, France, November 12, 2025. REUTERS/Gonzalo Fuentes
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  • O Partido Socialista francês não votará a favor de duas moções de censura apresentadas pela oposição de direita e pela esquerda radical, por a França não ter bloqueado o acordo UE‑Mercosul.
  • O acordo UE‑Mercosul, em negociação há cerca de vinte e cinco anos, é o tema central das moções e envolve o governo de Emmanuel Macron.
  • O primeiro-ministro Sebastien Lecornu quer evitar censura ou dissolução da Assembleia Nacional e pediu ao Interior que prepare eleições legislativas para 15 e 22 de março, caso o governo desmorone.
  • As moções devem ser votadas no início da próxima semana, durante a retomada do debate sobre o orçamento.
  • A comissão parlamentar rejeitou o orçamento na forma atual, e o governo chamou partidos, exceto a RN (National Rally) e a França Insoumise para uma reunião de última hora na pasta da Fazenda para buscar um acordo.

O Partido Socialista da França anunciou que não votará a favor de duas moções de censura apresentadas por oposicionistas de direita e de esquerda extremista, por a França não ter bloqueado o acordo de comércio entre a União Europeia e o Mercosul. A declaração foi feita pelo líder Olivier Faure à emissora BFMTV. O acordo Mercosur é resultado de décadas de negociação entre a UE e os países do Mercosul.

Analistas apontaram, na semana passada, que a aprovação dessas moções era improvável, especialmente a apresentada pela União Nacional (RN), maior partido na Assembleia Nacional, já que as forças de esquerda costumam se abster de apoiá-las. Ainda assim, o tema evidencia a tensão política que o governo de Macron enfrenta a menos de um ano da eleição de 2027.

Situação política e próximos passos

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu informou ao jornal Le Parisien que não busca censura nem dissolução da Assembleia. Em paralelo, o governo pediu ao Ministério do Interior preparar possíveis eleições legislativas para as mesmas datas das municipais, em 15 e 22 de março, caso haja colapso governamental.

Lecornu reiterou que a prioridade é a estabilidade e evitar o caos institucional. Em entrevista, ele afirmou que a moção de censura mandaria um sinal negativo ao âmbito externo, enquanto a situação internacional exige responsabilidade. O governo discute com partidos, exceto RN e os Verdes-Franceses, para chegar a um acordo orçamentário.

O discurso da liderança vem após um comitê parlamentar rejeitar, no fim de semana, o projeto de orçamento em sua forma atual. A oposição continua pressionando para votar medidas de contenção de gastos. As negociações de orçamento devem retomar na terça-feira, com expectativa de avanços limitados.

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