- O presidente Donald Trump defende a anexação da Groenlândia, tema que acende debate sobre consequências políticas e legais.
- O senador Chris Murphy (democrata) disse que isso representaria o fim da Otan, com risco de conflito entre EUA e países europeus.
- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que os EUA estariam virando as costas para a Otan e destacou reunião marcada entre ministros para tratar do tema.
- Um grupo bipartidário de senadores dos EUA planeja visitar Copenhague para conversar com parlamentares dinamarqueses sobre Groenlândia.
- Analistas europeus, como o comissário de defesa da União Europeia Andrius Kubilius, disseram que a situação pode exigir defesa mútua entre membros da UE e a Dinamarca, impactando a OTAN.
Donald Trump voltou a mencionar a Greenland para justificar uma possível ofensiva, o que, segundo o senador democrata Chris Murphy, representaria o fim da OTAN. Murphy afirmou no Meet the Press que a aliança seria obrigada a defender Greenland, levando a um confronto com Europa. A declaração foi feita neste fim de semana.
O presidente ordenou que se elaborasse um plano de invasão de Greenland, conforme reportagem do Mail on Sunday, com resistência de líderes militares por considerar a ação ilegal. Murphy afirmou que tal aquisição forçada desmontaria a OTAN e mergulharia os EUA em conflito com aliados europeus.
Greenland é território dinamarquês, com a política externa sob Copenhagen. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, criticou o recuo da aliança e apontou a reunião entre autoridades de Dinamarca, Groenlândia e EUA como crucial para o momento.
Reações na Europa e próximos passos
Frederiksen disse que o mundo chega a um cruzamento decisivo e destacou a importância de uma reunião marcada para Washington entre o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, a líder Groenlândia Vivian Motzfeldt e o secretary of state americano Marco Rubio.
Um grupo bipartidário de senadores dos EUA planeja visitar Copenhague para conversar com o Parlamento dinamarquês, incluindo representantes da comissão de Groenlândia. A notícia foi anunciada no domingo.
O comissário de defesa da UE, Andrius Kubilius, afirmou que o tratado da UE obriga países-membros a prestar auxílio em caso de agressão contra Dinamarca. Kubilius reforçou que a situação envolve riscos para a OTAN e para a estabilidade regional.
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