- Autoridades sul-coreanas abriram uma investigação sobre a possibilidade de civis terem operado drones que, segundo aCoreia do Norte, violaram seu espaço aéreo.
- O presidente Lee Jae Myung prometeu uma apuração rápida e classificou, se confirmada, a operação por civis como crime grave que ameaça a segurança da península.
- Se necessária, a Coreia do Sul sinalizou disposição para conduzir a investigação em conjunto com a Coreia do Norte, mas não fez a proposta oficial.
- A Coreia do Norte acusou o Sul de provocação, dizendo ter abatido as aeronaves e divulgado fragmentos e fotos aéreas obtidas.
- As Forças Armadas da Coreia do Sul afirmaram não ter operado o modelo de drone questionado nem na data citada pela Coreia do Norte.
O governo sul-coreano abriu uma investigação sobre a possível participação de civis no uso de drones. A Defesa afirmou que apura se aeronaves não militares violaram o espaço aéreo da Coreia do Norte, conforme alegado pelo regime norte-coreano. O anúncio ocorreu nesta segunda, com comentários do ministro da Defesa e do presidente Lee Jae Myung.
Lee Jae Myung ordenou uma apuração célere e disse que, se comprovado envolvimento civil, a operação será considerada crime grave que ameaça a segurança da península. O governo sul-coreano pondera coordenação com a Coreia do Norte, mas ainda não formalizou oferta de cooperação, segundo porta-voz da Defesa citando o ministro Ahn Gyu-back.
Resposta de Pyongyang e posição de Seul
North Korea acusou Seul de provocação, alegando ter recebido drones e que os seus militares neutralizaram as aeronaves, fornecendo supostos fragmentos e fotos aéreas. A Defesa sul-coreana negou ter operado o modelo em questão ou a aeronave na data citada pelo Norte, afirmando que não houve intenção de provocar Pyongyang.
O conflito entre as duas Coreias permanece tenso, com o Norte mantendo postura de desinformação e o Sul buscando esclarecer a origem dos drones. Não houve resposta de Pyongyang a contatos anteriores do governo sul-coreano para reestabelecer diálogo.
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