- A Hungria concedeu asilo político a Zbigniew Ziobro, ex-ministro da Justiça da Polônia, enquanto ele enfrenta investigação de vinte e seis acusações.
- Os investigadores o acusam de chefiar um grupo criminoso e de abuso de poder com uso indevido de recursos de um fundo destinado a vítimas de crime, além de envolvimento com o sistema de spyware Pegasus.
- Ziobro disse, pelas redes sociais, que iria “lutar contra o banditismo político” e afirmou ser vítima de uma vendetta de Donald Tusk, agradecendo a primeira-ministra de fato Viktor Orbán.
- O governo polonês reagiu, com o porta-voz afirmando que o asilo mostra fraqueza, enquanto Ziobro já teve a imunidade parlamentar waivered e tem a saída de país dificultada por medidas anteriores.
- Em novembro, a Assembleia polonesa havia abrido a imunidade de Ziobro; em dezembro, seus passaportes foram invalidados para impedir sua saída do país.
Zbigniew Ziobro, ex-ministro da Justiça da Polônia, obteve asilo político na Hungria. Ele enfrenta 26 acusações, entre elas a de ter liderado um grupo criminoso e de uso indevido de recursos de um fundo para vítimas de crime.
O ex-membro do governo conservador PiS nega as alegações e afirma estar sendo alvo de perseguição política. Segundo ele, busca restabelecer o estado de direito na Polônia, após mudanças promovidas pelo governo anterior.
Ziobro anunciou, por meio das redes sociais, que permanecerá no exterior até garantias reais de proteção jurídica no país. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, foi citado pela imprensa como respaldando a decisão. O governo polonês reage de forma crítica.
Segundo informações de autoridades húngaras, o asilo foi concedido a pessoas consideradas perseguidas politicamente na Polônia. Não foram divulgados nomes adicionais. O anúncio acontece após a Polônia ter suspendido a imunidade parlamentar de Ziobro em novembro.
Na Polônia, o caso segue em tramitação. Os procuradores pedem a prisão temporária de Ziobro, com decisão prevista para esta semana. Em dezembro, os passaportes dele foram confiscados para evitar a fuga.
Marcin Romanowski, ex-vice-ministro da Justiça sob Ziobro, também pediu asilo na Hungria no fim de 2024 após ser identificado como suspeito em investigação relacionada. A reação oficial polonesa classificou o gesto como precipitado.
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