- O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que a situação no país está “sob controle total”, sem apresentar evidências.
- Um blackout de internet dificulta verificar se a repressão violenta reduziu o impulso dos protestos, que seguem ocorrendo.
- As manifestações, já no décimo sexto dia, começaram em Teerã com comerciantes protestando contra a depreciação da moeda e se espalharam pelo país.
- A operação de repressão tem recebido condenação internacional, com países como Alemanha e Canadá pedindo o fim da violência.
- O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã teria buscado negociações, enquanto avaliava possível ação militar; Reza Pahlavi incentiva deserções de membros de forças de segurança.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a situação no país “está sob controle total” durante encontros com diplomatas estrangeiros em Teerã, sem apresentar evidências que sustentem a alegação. A declaração foi feita nesta segunda-feira.
Relatos transmitidos de forma limitada indicam que os protestos continuam, mesmo com o alegado controle. O aperto de internet no Irã dificulta verificar se a repressão violenta tem freado o movimento.
Os atos de protesto já duram 16 dias, iniciando em Teerã com comerciantes descontentes com a depreciação da moeda local. Em seguida, as manifestações se espalharam pelo país, com manifestantes pedindo mudanças no regime.
Reação internacional
A comunidade internacional condenou a repressão e pediu a suspensão da violência contra os manifestantes. Alemanha e Canadá estão entre os países que pressionaram as autoridades iranianas a respeitar direitos básicos.
Posição de figuras opositoras
Reza Pahlavi, filho do ex-monarca iraniano, pediu que forças de segurança e servidores do Estado se aliem ao povo. Ele afirma que milhares de membros das forças de segurança poderiam se julgar prontos para desfechar a ruptura com o governo. O líder oposicionista também divulgou canais para possíveis deslocamentos de apoio.
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