- O presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, disse que não tem do que temer em meio ao escândalo que levou à demissão de seu chefe de gabinete e de sua esposa de uma instituição de caridade.
- Um vídeo divulgado nas redes é visto como ataque híbrido, com autoridades descrevendo-o como malicioso e editado, e que trabalha para macular a imagem do país.
- O episódio ocorre dias após Chipre assumir a presidência rotativa da União Europeia, aumentando a pressão sobre o governo.
- No vídeo, Alan de fontes identificadas, incluindo o ex-ministro Giorgos Lakkotrypis e o chefe de gabinete Charalambos Charalambous, discutem acesso ao presidente mediante doações que poderiam sustentar uma fundação beneficente ligada à primeira-dama.
- A primeira-dama, Philippa Karsera, anunciou que deixaria o cargo na instituição de caridade; o presidente pediu que autoridades competentes conduzam a investigação completa.
O presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, afirma não temer as acusações de corrupção que levaram à renúncia de sua chefe de gabinete e de sua esposa, que ocupava um cargo de liderança em uma grande instituição de caridade. A declaração ocorreu quatro dias após o vídeo vir à tona.
Autoridades classificaram as imagens como ataque híbrido e reiteraram que investigam o caso com apoio das agências de inteligência e de cibersegurança do país. Christodoulides pediu que órgãos do Estado usem plenamente seus instrumentos para esclarecer a situação.
O vídeo, divulgado por um pesquisador autodenominado independente, mostra diálogos entre assessores próximos ao presidente e investidores não identificados, com menções a doações em dinheiro para uma fundação infantil liderada pela primeira-dama. As imagens foram gravadas de forma clandestina.
Entre os envolvidos estão Giorgos Lakkotrypis, ex-ministro de Energia, e Charalambos Charalambous, chefe de gabinete e cunhado do presidente. Ambos negam as acusações, afirmando que as falas foram retiradas de contexto.
A renúncia de Charalambous ocorreu na segunda-feira, com o presidente descrevendo o ato como autoconfiança, não culpa. A primeira-dama, Philippa Karsera, anunciou a saída da presidência da instituição de caridade, citando ataques nas redes sociais.
Líderes oposicionistas consideraram as renúncias inadequadas diante do momento político de Chipre, que vive a poucos meses das eleições parlamentares, marcadas para maio. O debate público passa a cobrar respostas claras sobre as denúncias.
Chipre assumiu a presidência rotativa da União Europeia, aumentando a pressão por transparência e combate à corrupção. O governo afirma manter o compromisso com a integridade institucional e a cooperação internacional para esclarecer o caso.
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