- A presidente Maia Sandu disse que, se houvesse referendo, votaria pela unificação com a Romênia para proteger a democracia moldava contra pressão russa.
- Sandu afirmou isso em entrevista ao podcast britânico The Rest is Politics, destacando a dificuldade de uma pequena democracia enfrentar a Rússia.
- Moldova, governada por um bloco pró-EU que venceu mandato em setembro passado, acusa a Rússia de tentar se intrometer em seus assuntos.
- Cerca de 1,5 milhão de moldavos possuem cidadania romena, mas pesquisas indicam que apenas cerca de um terço apoia a reunificação.
- Sandu reforçou que a integração à União Europeia é objetivo mais realista, com meta de ingresso até 2030 mediante reformas.
Moldova vive em meio a tensão política e externa, com Maia Sandu afirmando que votaria pela unificação com Romênia caso ocorra um referendo para proteger a democracia diante da pressão russa. A declaração foi dada durante entrevista a um podcast britânico.
A presidente Sandu explicou que, em um referendo, o apoio à unificação seria a opção escolhida. Ela destaca que, diante do cenário mundial, manter a democracia e a soberania do país é cada vez mais desafiador. Moldova é uma república vizinha da Romênia, com maioria de falantes de romeno.
A governança atual, que venceu com mandato ligado ao avanço pró-EU, busca a adesão à União Europeia até 2030, enfrentando reformas internas e resistência de setores pró-Rússia. Moldava faz fronteira com a Ucrânia e tem laços históricos com a Romênia.
Contexto político e demografia
Cerca de 1,5 milhão de moldavos possuem cidadania romena, embora pesquisas indiquem apoio à reunificação em cerca de um terço da população. Sandu reconhece que a maior parte dos moradores não compartilha de sua posição, reforçando a meta de integração europeia.
A premiê Sandu e seu governo mantêm o objetivo de caminhar para a UE, mesmo diante de oposição de forças políticas rivais. Moldova passou por períodos de influência russa, incluindo governos pró-Rússia até 2020.
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