- O presidente Donald Trump disse que os EUA podem se encontrar com autoridades iranianas e estão em contato com a oposição, avaliando opções fortes, incluindo ações militares, diante da repressão na Iran.
- Trump informou que o Irã pediu negociar seu programa nuclear; Washington já avisou os líderes iranianos sobre a possibilidade de ataque se forças de segurança abrirem fogo contra manifestantes.
- A organização de direitos humanos dos EUA HRANA confirmou 490 mortos entre manifestantes e 48 entre forças de segurança, com mais de 10.600 pessoas presas; o número oficial iraniano não foi divulgado.
- As opções discutidas incluem ataques militares, uso de armas cibernéticas, ampliar sanções e apoio online a opositores, segundo autoridades ouvidas pela Reuters.
- O Irã anunciou três dias de luto nacional em homenagem aos que, segundo o governo, morreram em ações de “terroristas armados”; o país também sofreu interrupção de internet desde quinta-feira.
Donald Trump avaliou respostas duras a censuras na Revolta iraniana e afirmou estar em contato com a oposição, enquanto a violência persistia no país. A possibilidade de ações militares foi citada entre as opções consideradas, em meio a protestos que desafiam o governo desde o fim de dezembro.
Trump informou que houve chamada de negociação por parte de autoridades iranianas sobre o programa nuclear, em meio a relatos de bombardeios anteriores envolvendo Israel e os EUA. O ex-presidente ressaltou que os líderes iranianos seriam alvo de ataques caso as forças de segurança atirem contra manifestantes.
Uma autoridade dos EUA disse à Reuters que Trump iria se reunir com assessores seniores para discutir opções para o Irã, com relatos de que medidas discutidas incluíam ataques militares, uso de ciberarmas, sanções ampliadas e apoio online a opositores.
O RHANA, grupo de direitos humanos com base nos EUA, confirmou milhares de mortes entre manifestantes e dezenas de milhar de detidos, informações ainda não verificadas de forma independente pela Reuters. O regime iraniano não confirmou números oficiais.
No Irã, a movimentação popular começou em 28 de dezembro e se expandiu para críticas ao clero que governa desde a Revolução de 1979. Autoridades acusam os EUA e Israel de fomentar a desestabilização e convocaram uma passeata nacional contra “ações terroristas” apoiadas pelos dois países.
Este domingo, o governo iraniano afirmou que há um corte de internet no país, alegando desinformação. Trump indicou a intenção de restabelecer o acesso por meio do serviço Starlink, a fim de facilitar a comunicação entre iranianos e opositores.
Resposta regional e ambiente de segurança
Imagens postadas nas redes mostraram grandes aglomerações noturnas em Teerã, com multidões empunhando vénias e cantando slogans. A televisão estatal divulgou cenas de corpos sem vida, atribuídos a “terroristas armados”, conforme a cobertura oficial.
Três bases e bases de Israel receberam alertas de alto risco, segundo fontes do setor de segurança presentes em consultas realizadas no fim de semana. O contexto envolve uma guerra de 12 dias entre Israel e Irã no ano passado, com participação indireta de forças americanas.
Analistas ouvidos pela Reuters destacam que as manifestações, apesar de pressionarem o regime, podem não derrubá-lo de imediato, dada a coesão das elites iranianas e a ausência de uma oposição articulada.
Trump fez postagens em redes sociais ressaltando que o Irã busca “liberdade” e que os EUA estão prontos para ajudar, consolidando a leitura de que a política externa americana está em estágio de contenção e demonstração de poder.
Fonte: Reuters.
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