- Turquia afirmou que qualquer intervenção estrangeira no Irã vizinho geraria crises maiores no país e na região, e pediu negociações entre os EUA e o Irã para resolver problemas existentes.
- O porta-voz do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), Omer Çelik, disse que os problemas dentro da sociedade e do governo iranianos devem ser resolvidos pela dinâmica interna do Irã.
- Ele afirmou que a intervenção externa poderia trazer consequências ainda piores, incluindo intervenção de Israel.
- O ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, disse que os protestos enviam mensagem forte a Teerã e que busca-se um acordo com o Irã que beneficie as duas partes.
- Um grupo de direitos dos EUA, HRANA, disse ter verificado 544 mortes e 10.681 detenções desde 28 de dezembro; a Reuters não pôde verificar de forma independente.
Turkey cautions against foreign intervention in Iran
Ankara afirmou que qualquer intervenção estrangeira no Irã vizinho pode agravar crises no país e na região, e pediu negociações entre os EUA e o Irã para resolver os problemas existentes. A informação foi divulgada nesta segunda-feira.
O porta-voz do AKP, Omer Celik, disse que, segundo o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, os problemas devem ser resolvidos pela dinâmica interna e pela vontade nacional do Irã. Celik alertou sobre consequências ainda piores com intervenção externa, especialmente de Israel.
O embaixador turco também destacou que a estabilidade regional depende de uma solução acordada com o Irã, que beneficie ambas as partes. O ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, acrescentou que os protestos refletem problemas estruturais, mas podem ser explorados por adversários de Teerã.
Contexto das manifestações
As manifestações no Irã intensificaram-se desde dezembro, começando por queixas econômicas e evoluindo para críticas públicas ao regime clerical. Analistas apontam a influência de fatores internos e externos no movimento.
Perspectivas internacionais
O aprovisionamento de apoio externo pode provocar respostas variadas de potências regionais. Washington tem alertado sobre possíveis envolvimentos, enquanto Israel mantém vigilância sobre os desdobramentos no país vizinho.
De acordo com a HRANA, grupo de direitos com base nos EUA, 544 pessoas teriam morrido e 10.681 teriam sido presas desde o início dos protestos em 28 de dezembro. A Reuters não pôde verificar de forma independente esses números.
Entre na conversa da comunidade