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Ameaça de tarifas de Trump sobre o Irã pode reabrir atrito com a China

Ameaça de tarifa de vinte e cinco por cento sobre países que negociam com o Irã pode reabrir tensão com a China e desafiar a imagem de Xi Jinping

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
U.S. President Donald Trump and Chinese President Xi Jinping react as they hold a bilateral meeting at Gimhae International Airport, on the sidelines of the Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC) summit, in Busan, South Korea, October 30, 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/File Photo
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  • Trump ameaça aplicar tarifa adicional de 25% sobre países que negociam com o Irã, o que pode levar as remessas chinesas aos EUA a terem tarifas acima de 70%.
  • Não está claro quais países seriam alvo nem se a China será atingida, e o presidente não nomeou a China explicitamente.
  • A relação entre EUA e China já esteve no centro das tensões comerciais desde a primeira gestão de Trump, incluindo sanções ao Irã e casos ligados à Huawei.
  • As importações da China do Irã diminuíram, com compras de US$ 2,9 bilhões nos primeiros onze meses do ano passado, ante pico de US$ 21 bilhões em 2018.
  • Analistas veem a China defendendo seus interesses e veem a cobrança como potencialmente impactando a Belt and Road, com a China ressaltando que não há vencedores em uma guerra tarifária.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou aplicar uma tarifa de 25% sobre países que façam comércio com o Irã. A ação é vista como forma de pressionar o regime iraniano, mas pode reabrir tensões com a China, principal parceira comercial de Pequim.

Ainda sem nomear a China, Trump indicou que o imposto poderia atingir estados com ligações comerciais ao Irã, elevando as tarifas sobre remessas de mercadorias para os EUA para além de 70%. A medida contrasta com o acordo de outubro, que visava desescalar a guerra comercial.

A China reduziu fortemente as importações do Irã nos últimos anos, diante do risco de sanções americanas. Dados de aduanas chinesas mostram que as aquisições iranianas somaram 2,9 bilhões de dólares nos 11 primeiros meses do ano passado, ante 21 bilhões em 2018.

Contexto de relação Sino-Iran

Analistas destacam que a relação comercial entre China e Irã é centrada no petróleo. Mesmo com menor intercâmbio comercial, as relações políticas entre os dois países cresceram, segundo especialistas. Pequim tenta evitar sanções e manter fluxos estratégicos.

Beijing movimenta cerca de 80% do petróleo iraniano via refinarias independentes que atuam à margem. Grandes empresas estatais chinesas não têm negócios com o Irã desde 2022, e os volumes de importação totais podem exceder dezenas de bilhões de dólares quando somados os independentes, dizem especialistas.

Reação diplomática e possíveis desdobramentos

Ao ser questionada sobre tarifas, a diplomacia chinesa afirmou que não há vencedores em guerras comerciais e que defenderá seus direitos. Não há confirmação de que PEQUIM tenha sido alvo direto da nova proposta tarifária.

A pauta vem à tona em meio a discussões internacionais sobre a Belt and Road e a posição de Xi Jinping frente a um ambiente de maior escrutínio sobre o comércio global. Analistas ressaltam que as medidas podem intensificar a vigilância de iniciativas chinesas no exterior.

Perspectivas e avaliações

Especialistas divergem sobre a efetividade de tarifas adicionais. Alguns avaliam que Trump busca pressionar o Irã com o apoio de ações econômicas amplas, enquanto outros dizem que o peso econômico de Pequim reduz o impacto de retaliações isoladas.

Apesar das especulações, não há confirmação de que a aplicação ocorra ou de quais países estariam incluídos. A autoridade da medida e o momento exato permanecem incertos, segundo fontes próximas ao tema.

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