- O ministro da Energia da Polônia, Milosz Motyka, afirmou que o país sofreu o maior ataque cibernético contra a infraestrutura energética nos últimos anos, no fim de dezembro.
- O ataque falhou e visava atrapalhar a comunicação entre instalações de energia renovável e operadores de distribuição.
- Segundo Motyka, ataques anteriores miraram grandes unidades de geração ou redes de transmissão.
- O ministro não revelou responsáveis nem as recomendações adotadas pela administração após o incidente.
- O governo aponta que a infraestrutura crítica tem sido alvo de cada vez mais ataques cibernéticos, com aumento de recursos da inteligência militar russa conforme declarou o ministro.
Polônia enfrentou, na última semana de dezembro, o maior ataque cibernético já registrado em anos contra seu sistema elétrico. O objetivo foi interromper a comunicação entre instalações de energia renovável e os operadores de distribuição, segundo o ministro da Energia, Milosz Motyka.
Motyka informou a repórteres que o ataque falhou, mas revelou que, em períodos anteriores, grandes usinas ou redes de transmissão já haviam sido alvo. O relatório aponta para uma tentativa de desestabilizar a infraestrutura crítica polonesa.
O ministro ressaltou que a força de ciberespaço diagnosticou, nos últimos dias do ano, o ataque mais intenso à infraestrutura de energia em anos. Não houve detalhamento sobre os autores e nem sobre recomendações adotadas pelo governo.
Contexto regional e atribuições
Polônia tem registrado crescimento de ataques cibernéticos a infraestrutura crítica desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022. Autoridades locais indicaram aumento de incidentes envolvendo atores russos, especialmente no ano passado.
Respondentes e responsabilização
Motyka não revelou quem seria responsável pelo ataque nem os nomes dos que poderiam ter instruído a ação. O ministro também não detalhou as medidas adotadas após o incidente para reforçar a segurança energética.
Panorama de incidentes
Segundo dados, de 170 mil incidentes cibernéticos identificados nos primeiros três trimestres de 2025, boa parte foi atribuída a atores russos, segundo informações citadas por autoridades.
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