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Autor espanhol critica academia de línguas por influência das redes sociais

Arturo Pérez-Reverte acusa a Real Academia Española de ceder à mídia social, dizendo que influenciadores pesam mais que vencedores do Cervantes; RAE vai analisar

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Arturo Pérez-Reverte said the Spanish Royal Academy was failing in its mission to ‘clean, fix and give shine’ to the language.
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  • O escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte criticou a Real Academia Española (RAE) por ignorar vozes de escritores na evolução da língua.
  • Em coluna publicada no El Mundo, ele afirmou que um “pundit analfabeto, YouTuber ou influencer” hoje tem mais influência linguística que vencedor do prêmio Cervantes.
  • Segundo Pérez-Reverte, muitos membros vivos ou falecidos da academia apontaram erros e depreciação da língua, mas as vozes dominantes da RAE, classificadas como “talibão de tudo pode”, desconsideram-nas.
  • O escritor disse que a RAE está cedendo a usos de mídia, redes sociais e influenciadores, o que compromete padrões acadêmicos e a noção de correção.
  • A RAE não comentou; apuração de fontes revelou que a instituição vai analisar as críticas, verificar apoio de outros acadêmicos e discutir medidas para corrigir eventuais falhas operacionais.

Arturo Pérez-Reverte, um dos escritores mais conhecidos da Espanha, lançou uma crítica dura à Real Academia Española (RAE), órgão responsável pela norma da língua. Em uma coluna publicada na segunda-feira no jornal El Mundo, ele afirmou que influenciadores digitais têm mais alcance linguístico que vencedores do prêmio Cervantes, hoje.

O autor de Os tres Mosqueteiros do Capitão Alatriste aponta que a voz de escritores membros da academia quase não é considerada hoje. Segundo ele, muitos profissionais que integram a instituição já apontaram erros e simplificações da língua, mas sofrem com a força do setor dominante, visto como permissivo.

Pérez-Reverte reforçou que a missão histórica da RAE é manter a unidade do idioma frente às mudanças, mas criticou a ideia de que a academia apenas registre o uso linguístico. Em seu entendimento, a aceitação de usos vulgares compromete a ideia de correção.

O escritor sustenta que a atual prática da RAE acata construções que antes seriam vistas como erro, sob pressões externas, em vez de debater de forma linguística. Ele acusa a instituição de ceder com frequência a usos da mídia e de redes sociais.

Para o autor, a dependência da RAE em relação ao que surge nas redes prejudica a imagem acadêmica, tornando o rigor linguístico negociável e abrindo espaço para que vozes menos qualificadas ganhem projeção.

Repercussões e próximas etapas

A RAE não comentou pedidos de entrevista de veículos de imprensa, mas fontes citadas por Europa Press indicam que as críticas de Pérez-Reverte serão analisadas com rigor pela instituição. O tema é considerado relevante para a norma da língua.

Segundo as fontes, o plenário da RAE verificará apoio entre demais acadêmicos, rigor das informações e, se necessário, poderá propor medidas para corrigir falhas de funcionamento. A academia planeja debater o assunto de forma imediata.

As mesmas fontes apontam que Pérez-Reverte poderá apresentar suas propostas perante a plenária da instituição. A avaliação acontecerá de modo institucional, sem antecipação de resultados.

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