- Aprovação formal da megabriach China em Royal Mint Court, leste de Londres, deve sair na próxima semana após consulta final, apesar de preocupações de segurança.
- A decisão ocorre pouco antes da viagem de Keir Starmer à China e, segundo autoridades, não houve influência política no planejamento.
- O complexo tem cerca de 20 mil metros quadrados e é visto como polêmico por deputados do Labour, que destacam riscos de segurança e impacto sobre exilados de Hong Kong e Uighur.
- Alegações não confirmadas apontam para uma rede de mais de 200 salas subterrâneas, incluindo cabos de comunicação ligados à City de Londres; MI5, porém, não teria objeções, segundo relatos.
- Deputados do Labour, como a presidente interina da comissão de assuntos externos, expressaram preocupação, com críticas de que o acesso aos cabos sob a embaixada representaria risco de uso político e econômico.
A aprovação de um amplo complexo de embaixada chinês em leste de Londres deve sair na próxima semana, mesmo com preocupações de segurança entre deputados do Labour. O governo sustenta que o processo é técnico e sem input político, e a autorização viria antes da visita de Keir Starmer à China, prevista para o fim de janeiro. O endereço é o Royal Mint Court, perto da Tower Bridge, em uma área estratégica da capital.
O projeto, descrito como uma mega-embaixada que ocupa cerca de 20 mil metros quadrados, é alvo de críticas entre membros da oposição. Alegações de acessos subterrâneos e cabos de comunicação geraram discussões sobre riscos de segurança e impacto sobre exilados de Hong Kong e Uighur em Londres. A decisão ainda passará por uma consulta final antes de ser formalmente concedida.
A sessão de perguntas urgentes no Parlamento revelou divergências entre membros do Labour. A deputada Alicia Kearns questionou a falta de transparência e citou planos não redigidos de mais de 200 salas subterrâneas ligadas a cabos. O ministro da gestão de planejamento, Matthew Pennycook, disse que qualquer nova informação seria avaliada dentro do processo quasi-judicial.
MI5 não teria objeções apresentadas até o momento, segundo relatos citados pela imprensa. Kearns afirmou que a ausência de preocupação é complacente e pediu que o embaixador chinês fosse chamado para explicar as intenções do projeto, incluindo a cooperação com autoridades locais.
Embora a agenda diplomática tenha sido citada como elemento a favor do calendário, oficiais insistem que não houve pressão política. Um assessor afirmou que não houve motivações eleitorais, apenas coincidência de tempo com a viagem de Starmer. O governo frisa que o andamento é técnico e não político.
Entre os membros do Labour, não houve apoio à aprovação durante a sessão. A deputada Sarah Champion destacou que várias agências governamentais manifestaram reservas e que parceiros internacionais veem a China como estado hostil a potências ocidentais.
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