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G7 e aliados discutem reduzir dependência de terras raras chinesas

Ministros do G7 discutem reduzir a dependência de terras raras da China em Washington, com possível piso de preço e parcerias para ampliar suprimentos alternativos

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
U.S. Treasury Secretary Scott Bessent speaks during a press conference to unveil the official Trump Accounts website, at the Treasury Department in Washington, D.C.
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  • Ministros das finanças do G7 e de outras economias importantes se reuniram em Washington para discutir reduzir a dependência de terras raras da China, incluindo a ideia de piso de preço e parcerias para ampliar suprimentos alternativos.
  • Participaram do encontro países do G7 (Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá, EUA) e representantes da Austrália, México, Coreia do Sul e Índia; não houve comunicado conjunto.
  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sinalizou a busca por de‑risking prudente em vez de decoupling (distanciamento) da China, com foco na cadeia de suprimentos de minerais críticos.
  • A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, destacou acordo amplo sobre reduzir rapidamente a dependência de China em terras raras e apresentou abordagens políticas de curto, médio e longo prazo.
  • A reunião ressaltou que a União Europeia precisa agir rapidamente para desenvolver suprimentos não chineses, incluindo reciclagem e uso de instrumentos como incentivos fiscais e tarifas, além de considerar um piso de preço para terras raras.

Washington, 12 de janeiro (Reuters) – Ministros de finanças do G7 e de economias-chave reuniram-se para debater formas de reduzir a dependência de terras raras da China, incluindo a ideia de piso de preços e parcerias para ampliar fornecedores alternativos.

O encontro, convocado pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, contou com representantes de Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e EUA, além de delegações da Austrália, México, Coreia do Sul e Índia. Anúncio conjunto não foi divulgado.

Ainda segundo o Tesouro, Bessent buscou soluções para diversificar cadeias de suprimento de minerais críticos e raros, com otimismo de que haja desredução prudente em relação ao decoupling com a China. Participantes devem atuar com cautela.

Bessent deveu enfatizar reduzir a dependência de minerais críticos provenientes da China, que impôs controles de exportação. A China teria restringido fornecimentos de terras raras destinadas a Japão, entre outros itens.

A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse haver acordo sobre a necessidade de reduzir rapidamente a dependência de terras raras chinesas. Apontou estratégias de curto a longo prazo para aumentar suprimentos não chineses.

Entre as medidas, Katayama citou padrões trabalhistas e direitos humanos, além de instrumentos como apoio de instituições públicas, incentivos fiscais, tarifas, quarentenas e estabelecimento de preço mínimo. Reforçou a importância de implementá-las.

Fonte diplomática citada por a Reuters informou que Beijing não comentou o encontro até o momento. A China guarda grande influência na cadeia de suprimentos global de minerais críticos.

Especialistas apontam que os minerais são essenciais para tecnologias de defesa, semicondutores, energias renováveis e baterias. A reunião ocorreu em meio a tensões sobre controles chineses de exportação.

O ministro alemão das Finanças, Lars Klingbeil, destacou que o tema de terras raras ficará em foco na agenda do G7 durante a presidência francesa neste ano, sem formar coalizões anti-China. Ele pediu aceleração europeia em pesquisas de suprimentos.

Klingbeil ressaltou necessidade de financiamento adicional na UE e citou um fundo alemão de matérias-primas. Também ressaltou o papel da reciclagem como caminho para reduzir dependências.

Relatórios adicionais indicam que o grupo, que responde por cerca de 60% da demanda global, trabalha para tornar cadeias de suprimentos mais resilientes diante de controles chineses.

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