- O governo Lula lamentou as mortes nos protestos no Irã e pediu diálogo pacífico entre as partes.
- O Itamaraty destacou que cabe apenas aos iranianos decidir, de forma soberana, sobre o futuro do Irã.
- O Brasil instou todos os atores a se engajarem em diálogo substantivo e construtivo e manteve atenção à comunidade brasileira no Irã.
- Não há registro de brasileiros mortos ou feridos, segundo o Itamaraty; a ONG HRANA aponta pelo menos duas mil mortes no Irã.
- As manifestações, iniciadas em 28 de dezembro, se multiplicam pelo país, com cortes de internet e de cobertura telefônica.
O governo do Brasil lamentou as mortes registradas durante os protestos no Irã, ocorridos desde 28 de dezembro, e pediu diálogo pacífico entre as partes. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o Itamaraty ressaltou a soberania iraniana e afirmou que cabe aos iranianos decidir o futuro do país de forma independente.
Segundo a pasta, não há registro de brasileiros mortos ou feridos até o momento. A organização HRANA, sediada nos Estados Unidos, estimou pelo menos 2 mil óbitos entre manifestantes. As manifestações ganharam proporções nacionais no Irã, com os protestos ocorrendo em diversas regiões.
O texto oficial reforça ainda que muitos iranianos permanecem expressando insatisfação com a crise econômica e com o sistema político, sem detalhar desdobramentos específicos. A nota destaca o compromisso do Brasil com o diálogo entre as partes envolvidas.
Posição do governo brasileiro
O Itamaraty afirma que o Brasil acompanha a crise com preocupação, e que as autoridades brasileiras acompanharão as necessidades da comunidade brasileira no Irã. O comunicado enfatiza o apelo a atores do cenário internacional para engajarem-se em diálogo substantivo e construtivo.
A nota é assinada pela Embaixada do Brasil em Teerã e reforça que não houve registro de brasileiros mortos ou feridos até o fechamento deste material. A divulgação ocorreu após a escalada de tensão entre manifestantes e forças de segurança iranianas.
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