- Uma onda de protestos na Iran envolve milhares de pessoas em todas as 31 províncias desde 28 de dezembro, com críticas ao regime e ações como queimar mesquitas e protestar pelo retorno de uma liderança mais liberal.
- Cristãos iranianos no exterior, especialmente em rede de casas células na diáspora, apoiam publicamente os protestos e promovem mensagens de solidariedade e resistência ao regime.
- O governo iraniano respondeu com brutalidade, elevando o número de mortes; estimativas variam, com relatos que vão de milhares a quase vinte mil. O acesso à internet foi bloqueado no dia oito de janeiro.
- Líderes cristãos no exterior relatam que houve aumento da participação de fiéis iranianos, com oração mais explícita pelo fim do regime e pela construção de um Irã livre, inclusive com apoio a figuras de transição como Reza Pahlavi.
- Embora haja esperança entre fiéis e não fiéis, existe preocupação com retaliações contra cristãos dentro do país e com riscos para quem é visto como influente externo; alguns cristãos afirmam que a perseguição pode intensificar.
Dois mil iranianos já morreram em confrontos com o regime desde o início dos protestos, em dezembro. Em meio à repressão, fiéis da diáspora iraniana intensificam orações pela queda dos governantes, buscando impacto internacional e apoio à resistência. O movimento ganhou escala e denunciou abusos contra civis nas ruas.
Mansour Khajehpour e Nahid Sepehri, cristãos iranianos que vivem em Seattle, conhecem bem o risco. Levaram 12 dias em prisão em Teerã por sua fé, na década de 1990, e depois fugiram do país com a família. Hoje lideram uma rede de igrejas em casa ligada à Crossroads at Lake Stevens e à Iranian Bible Society.
A rede cristã no exterior relata que, pela primeira vez, fiéis no Irã expressam apoio explícito aos protestos. Em 1996, Khajehpour e a esposa enfrentaram acusações políticas que culminaram em prisão e, posteriormente, na fuga. Atualmente, moram nos EUA, com familiares no Irã.
Avanço da mobilização interna
Desde 28 de dezembro, milhares marcham por 31 províncias, em meio a uma crise econômica e de água que agrava a vida diária. A queda do rial e a disputa por recursos essenciais ajudaram a sacudir o regime e a ampliar o espectro social de apoio às manifestações.
O regime tem respondido com violência, e a internet tem sido parcialmente bloqueada desde 8 de janeiro. Relatos indicam que alguns vídeos de protestos conseguiram chegar às redes, apesar das tentativas de censura. Casos de repressão já são citados por fontes internacionais.
Vozes da sociedade civil
Líderes de ministérios iranianos no exterior dizem que parte significativa da igreja agora se declara solidária aos protestos. Em conversas com organizações da diáspora, descrevem uma mudança de postura, com mensagens públicas de resistência. O cansaço e a esperança convivem entre fiéis e não fiéis.
Toneladas de tensão aumentam com a possibilidade de resistência interna ganhar força, impulsionada pela filha de líderes pró-democracia. Observadores destacam que a participação de fiéis dentro do país se tornou mais visível, com afirmações públicas de desejo por reformas políticas.
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