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Pacto UE-Mercosul revela limites da diplomacia dura de Trump na América Latina

Acordo União Europeia-Mercosul amplia comércio regional e revela limites da diplomacia agressiva de Trump, com queda da influência dos EUA

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Tractors line up in front of the Arc de Triomphe as French farmers protest against the government's handling of the EU-Mercosur free trade agreement and lumpy skin disease outbreak, in Paris, France, January 13, 2026. REUTERS/Benoit Tessier
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  • Um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deve ampliar bastante as ligações comerciais entre a UE e as maiores economias da América do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).
  • O acordo é visto como sinal de limites da diplomacia de pressão dos EUA na região, diante da queda de influência americana e do crescimento do comércio com a China.
  • Analistas destacam que, mesmo com a ênfase norte-americana, governos sul‑americanos não devem abandonar vínculos com China ou Europa.
  • O acordo teria ajudado a impulsionar as negociações após décadas de atrasos, segundo especialistas, em meio a um contexto internacional de políticas protecionistas.
  • Comentários de autoridades e observadores apontam que o pacto pode estimular outros acordos do Mercosul, como com Canadá e Emirados Árabes Unidos, e reforçar regras regionais diante de críticas ao papel da Organização Mundial do Comércio.

A União Europeia e o Mercosul assinaram um acordo comercial após décadas de negociação, abrindo espaço para maior integração econômica entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo visa ampliar o comércio entre as duas regiões e reduzir barreiras tarifárias, ajustando-se a um cenário global de menor influência dos EUA na região.

Analistas apontam que o acordo pode sinalizar os limites da diplomacia de pressão norte-americana na América Latina, especialmente diante de um afastamento de políticas tradicionais dos EUA. O papel relativo da China no comércio regional também é citado como contexto relevante para a assinatura.

Embora os governos sul-americanos desejem manter relações com várias potências, o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai buscam diversificar parcerias sem abandonar os laços com EUA ou China. O acordo representa uma tentativa de consolidar regras comerciais importantes na região.

Contexto regional e impactos

O consenso entre as autoridades é que o acordo fortalece laços com a Europa enquanto as relações com Washington passam por ajustes. Fontes próximas aos governos destacam que a negociação ocorreu em meio a incertezas políticas e econômicas globais.

Especialistas afirmam que a assinatura pode acelerar futuros entendimentos regionais com outros atores, como Canadá e Emirados Árabes Unidos, ampliando a rede de cooperação comercial. A expectativa é de ganhos setoriais em exportações e investimentos.

Análises ressaltam que o tratado reforça a busca por normas comerciais estáveis em um cenário de distanciamento dos Estados Unidos. A leitura comum é de que várias economias latino-americanas desejam manter um arco de parcerias plurais e previsíveis.

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