- Em irã, protestos em escala nacional continuam sem sinais de fissura no núcleo de segurança do regime, dizem analistas e fontes diplomáticas.
- O saldo oficial citado é de cerca de dois mil mortos, com grupos de direitos humanos apontando números não verificados e divergentes entre mortos civis e de forças de segurança.
- A estrutura de segurança, liderada pela Guarda Revolucionária e pela Basij, soma quase um milhão de pessoas, tornando a pressão externa menos eficaz sem rupturas internas.
- O presidente norte‑americano, Donald Trump, ameaça intervenção militar e avalia opções, possivelmente para obter concessões como ajustes no programa nuclear.
- Os protestos começaram em 28 de dezembro, motivados por problemas econômicos, e a repressão violenta agravou a crise de legitimidade do regime, apesar de manter o controle sobre o espaço político.
DUBAI, 13 jan (Reuters) – Em meio a protestos que se expandem pelo país, o regime islâmico persiste sem sinais de fissura entre a elite de segurança. O governo iraniano enfrenta pressão externa e uma mobilização popular que perdura.
Segundo fontes diplomáticas e especialistas, o governo permanece coeso apesar do enfraquecimento econômico e da repressão truculenta. A liderança teme desfechos que catapultem defeções dentro das forças de segurança de alta patente.
O saldo divulgado por autoridades iranianas aponta para cerca de 2 mil mortos nas manifestações, atribuindo as fatalidades a terroristas. Organizações de direitos humanos haviam estimado números bem menores em fase inicial dos protestos.
Contexto e números
- Direitos humanos apontam 573 mortos verificados pela HRANA, com 503 manifestantes e 69 agentes.
- Mais de 10 mil pessoas foram presas, segundo a ONG, enquanto o regime não confirma oficialmente a contagem.
Análise internacional e opções
- O presidente dos EUA, Donald Trump, tem sinalizado possíveis intervenções, elevando a escalada de tensões.
- Analistas destacam que a estratégia pode visar obter concessões, não derrubar o regime de imediato, e evitar um conflito prolongado.
Esfera regional e tática de atuação
- Washington pondera ações que vão de pressão marítima a ataques seletivos, com riscos consideráveis.
- Comentários indicam que qualquer movimento busca impacto rápido, sem abrir mãos de resposta policial ou estratégica.
Nota: a Reuters coletou informações de fontes diplomáticas, especialistas e grupos de direitos humanos; números oficiais do governo iraniano não foram publicados de modo independente.
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