- O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, viaja para Pequim de 14 a 17 de janeiro para tratar de comércio e segurança internacional.
- É a primeira visita de um premier canadense a Beijing desde 2017 e pode indicar mudança nas relações entre os dois países.
- O governo canadense afirma que serão assinados memorandos ainda em negociação, com possível foco em exportações de crude e de canola; as tarifas chinesas sobre canola não devem ser eliminadas de imediato.
- Especialistas ressaltam a possibilidade de avanços concretos, mesmo sem garantias de medidas rápidas, e destacam que a China busca ampliar a confiança com o Canadá.
- O contexto envolve tensões com os Estados Unidos e questões de segurança e direitos humanos, além de debate sobre relações além da esfera norte-americana.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, parte nesta terça-feira para a China, onde discutirá comércio e segurança internacional. A viagem ocorre em meio a relações tensas com os Estados Unidos, que atravessam um atrito comercial. A visita marca possível reorientação nas parcerias internacionais de Ottawa.
Chegada prevista a Pequim, com agenda de encontros que inclui autoridades chinesas de alto escalão. O governo canadense sinaliza a assinatura de memorandos de cooperação ainda em discussão, com foco em exportações de petróleo e temas de segurança. Não há garantias de resultados definitivos.
A viagem, anunciada após encontro entre Carney e o presidente Xi Jinping em Seul no ano passado, representa a primeira missão de um primeiro-ministro canadense a Beijing desde 2017. Analistas veem potencial para avanços limitados, mas com peso simbólico e estratégico.
No radar das negociações estão exportações de crude canadense para a China, além de acordos em canola. As taras chinesas sobre canola canadense são alvo de desgaste comercial desde 2021, dificultando o volume de negócios. A canoação permanece em foco, sem expectativa de eliminação imediata de tarifas.
As relações Canadá-China já enfrentaram rupturas em temas como direitos humanos e questões de voto internacional. Enquanto isso, Ottawa tem mantido cautela sobre incentivos que possam afetar alianças com Washington, foco que ganha nova relevância diante do cenário global.
Especialistas destacam que a visita pode sinalizar abertura para cooperação em áreas sensíveis como inteligência artificial e minerais críticos, sem abrir mão de limites considerados prioritários por Ottawa. A avaliação aponta para ganhos graduais, não para mudanças radicais.
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