- As protests no Irã passaram de uma crise econômica para um movimento anti-governo mais amplo, com o governo cortando parte da internet.
- Segundo a HRANA, mais de dois mil pessoas foram assassinadas, a maioria manifestantes, e mais de dezesseis mil e setecentas foram presas; médicos relatam centenas de ferimentos por arma de fogo, incluindo muitas lesões oculares.
- Erfan Soltani, de 26 anos, preso em Karaj, deve ser executado nesta semana, segundo a ONG Hengaw; autoridades dizem que a sentença é definitiva.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou agir caso haja execuções, e pediu que os protestos continuem; o governo americano também recomenda que cidadãos saiam do país, se for seguro.
- Reações internacionais incluiu SpaceX oferecendo internet via Starlink para iranianos, críticas da Rússia a interferência externa e a convocação de embaixadores iranianos por países europeus; há incerteza sobre o desfecho.
Irã vive uma escalada de protests que começaram pela queda da moeda e se ampliaram para um movimento anti-governo, envolvendo milhares de pessoas e cobrando mudanças na estrutura clerical. A onda de manifestações se intensificou nas últimas semanas, com relatos de violência durante as detenções e de ataques a instituições estatais. O governo iraniano afirma que há ingerência externa e busca justificar ações de repressão.
Segundo organizações de direitos humanos, mais de 2.000 pessoas foram mortas e mais de 16.700 foram presas desde o início das manifestações. Médicos relatam hospitais sobrecarregados e dezenas de feridos por ferimentos de arma de fogo, incluindo casos de lesões graves na cabeça e nos olhos. O quadro tem provocado um clima de grande tensão no país.
O governo tem atribuído a destabilização a interesses estrangeiros, enquanto países e blocos internacionais têm reagido com cautela e indignação diante da violência. Observadores destacam dificuldades de comunicação interna devido a quedas de sinal na internet, o que dificulta o acesso à informação.
Ações e reações internacionais se intensificaram. Em resposta, líderes ocidentais declararam apoio aos direitos democráticos e pediram contenção das forças de segurança. Em paralelo, diversos embaixadores de potências europeias foram chamados a emitir protestos formais contra a violência. Autoridades iranianas defenderam sua soberania e afirmaram que não aceitarão interferência externa.
Entre os desdobramentos, autoridades dos EUA indicaram a possibilidade de medidas adicionais caso haja escalada de violência. Declarações públicas de líderes estrangeiros indicam preocupação com o desdobramento da crise, enquanto o Irã mantém a postura de resistir a pressões externas. A situação permanece fluida, com relatos conflitantes sobre o curso dos acontecimentos.
Desdobramentos enfrentados pelo país
O governo iraniano tem mencionado a necessidade de manter a ordem pública e a estabilidade econômica como prioridade. Observadores destacam que o movimento ganhou amplitude ao conectar questões econômicas a demandas por reformas políticas. Ainda não há um calendário claro para desfechos, e as autoridades continuam a afirmar que sustentam a legitimidade do regime.
Reação internacional e contexto
Organizações de direitos humanos denunciam abusos, enquanto potências internacionais destacam a importância de proteger vidas civis. A comunidade internacional continua acompanhando o desenrolar dos acontecimentos, com chamadas à contenção e ao respeito aos direitos humanos. A situação no Irã permanece sob escrutínio global.
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