Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Camboja diz que tropas tailandesas ocupam áreas civis e testam cessar-fogo de dezembro

Camboja acusa tropas da Tailândia de ocuparem áreas civis, dificultando o retorno de famílias e ameaçando o cumprimento da trégua

Telinha
Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Cambodia's Deputy Prime Minister Prak Sokhonn addresses the 80th United Nations General Assembly (UNGA), at the U.N. headquarters in New York City, U.S., September 27, 2025. REUTERS/Caitlin Ochs
0:00
Carregando...
0:00
  • O Exército tailandês continua ocupando áreas civis no Camboja, com cercas de arame farpado e contêineres, segundo o ministro das Relações Exteriores do Camboja, arriscando o cessar-fogo firmado no fim do ano passado.
  • São pelo menos quatro pontos na fronteira onde houve incursões, deixando até quatro mil famílias cambojanas impedidas de voltar para casa.
  • Prak Sokhonn pediu que a Tailândia cumpra integralmente o cessar-fogo e participe da Comissão Conjunta de Limites (JBC) para demarcar a fronteira.
  • A trégua de 27 de dezembro foi fechada após 20 dias de confrontos que deixaram 101 mortos e mais de meio milhão de deslocados.
  • A Tailândia afirma que manter as posições de tropas após o cessar-fogo é cumprimento das medidas de desescalada, e que as conversas da JBC devem ocorrer após a eleição de 8 de fevereiro, com participação chinesa destacada.

O ministro das Relações Exteriores do Camboja disse que tropas tailandesas continuam a ocupar áreas civis no seu território, barricadas com arames farpados e contêineres. A afirmação ocorre em meio a uma trégua de dezembro que encerrou semanas de confrontos entre os dois países, segundo Prak Sokhonn, em uma entrevista rara em Phnom Penh.

Ele informou que até 4.000 famílias cambojanas não conseguem retornar às casas ao longo da fronteira disputada, devido às incursões. O chanceler listou pelo menos quatro locais de incursão, ressaltando que a situação permanece tensa, mesmo com a trégua em vigor. O Camboja quer cumprimento total do acordo de cessar-fogo.

Resposta de Bangkok

Em resposta, autoridades do Exército e do governo da Tailândia citam um comunicado do Ministério das Relações Exteriores divulgado em 12 de janeiro, que classificou as acusações como infundadas. O ministério afirma que manter posições de tropas após o cessar-fogo está em conformidade com as medidas de desescalada.

O governo tailandês ressaltou que a manutenção de posições não equivale a ocupação territorial e mencionou que o acordo de 27 de dezembro previa a devolução de civis deslocados. O comunicado também afirma o compromisso com a resolução bilateral e a retomada das atividades da Comissão Conjunta de Fronteira assim que possível.

Contexto do conflito e próximos passos

Entre julho e dezembro houve confrontos com variações de ataques aéreos, artilharia e fogo de rocket, deixando 101 mortos e mais de meio milhão de deslocados. O Camboja pediu uma reunião da Comissão Conjunta de Fronteira para demarcar a fronteira, mas não houve confirmação de Bangkok.

Prak Sokhonn destacou a prioridade em solucionar as áreas ocupadas para permitir o retorno dos deslocados. O governo tailandês informou que os preparativos para as negociações continuam, ainda sem data definida, com previsão de ocorrer após as eleições de 8 de fevereiro.

Esforços de mediação internacional

Além da participação de aliados como os EUA e a China, o cambojado afirmou que a China teve envolvimento ativo, com envoy especial visitando Bangkok e Phnom Penh no final de dezembro. Em seguida, diplomatas dos três países se reuniram na província de Yunnan, na China, para fortalecer a confiança mútua.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais