- O regime anuncia uma “libertação em massa” de prisioneiros políticos, alegando ter mais de quatrocentas liberações, incluindo dois ciclos antes da captura de Maduro, no Natal e no Ano Novo.
- Organizações não governamentais afirmam que poucas liberações foram verificadas de forma independente e estimam que haja perto de mil prisioneiros políticos ainda detidos, com acusações mantidas contra muitos liberados.
- Os EUA deram as boas-vindas à libertação de cidadãos americanos, mas não há confirmação sobre o número exato de liberados, com estimativa de pelo menos quatro.
- Mesmo com as liberdades aparentes, sinais de repressão permanecem, como buscas a celulares por milícias e detenções de adolescentes em Anzoátegui, que foram liberados após reação local.
- No âmbito diplomático, o presidente interino Jorge Rodríguez disse que haverá conversas para reabrir embaixadas, enquanto Rodríguez e o ministro do Interior, Cabello, retornaram às redes sociais após suspensão.
A Venezuela afirma ter promovido uma ampla liberação de prisioneiros políticos, mas ONGs divergentes apontam que o processo é lento e pouco transparente. O país diz ter liberado dezenas de detidos, incluindo norte-americanos.
Organizações não governamentais estimam que ainda haja quase 1.000 prisioneiros políticos no país, com acusações mantidas mesmo para quem já foi solto. As informações contrastam com as declarações oficiais de avanços.
Na terça-feira, o governo informou que já superou 400 liberações em um movimento que inclui ações anteriores a Maduro. Parte dessas libertações ocorreu durante as festas de fim de ano, segundo a oposição e as ONGs.
15 adolescentes foram detidos em 5 de janeiro em Barcelona, no estado Anzoátegui, sob acusação de celebrar a captura de Maduro. Após pressão local, os jovens foram liberados na terça-feira, segundo veículos locais.
Desdobramentos políticos e internacionais
O Departamento de Estado dos EUA comemorou a libertação de cidadãos americanos em Caracas, descrita como um passo na direção certa pelos dirigentes interinos. O número exato de liberados não foi confirmado.
Relatos de agências indicam que Washington pediu mandados judiciais para apreender dezenas de navios-tanque ligados à Venezuela, ampliando pressão sobre o regime. Cinco embarcações já teriam sido apreendidas pelas forças americanas.
O oposicionista María Corina Machado, ganhadora do prêmio Nobel da Paz, deve se encontrar com Donald Trump na Casa Branca na mesma semana. A visita ocorre em um contexto de expectativa sobre liderança futura no país.
O presidente interino Jorge Rodríguez informou que enviará um representante a Washington para abrir canais de diálogo, coincidindo com a visita de Machado. A gestão pretende retomar tratativas para reabrir embaixadas entre os dois países.
Paralelamente, Cabello, ministro do Interior com grande poder, retornou às redes sociais após suspensão. A medida de censura, imposta por Maduro, permanece sob avaliação e ainda não está clara a situação para toda a população.
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