- Em Narvik, no Ártico norueguês, médicos assistem à descarga de feridos simulados de um trem, para triagem e transportes a hospitais próximos, durante o exercício Cold Response da OTAN.
- O cenário imagina guerra na Finlândia, com militares dos EUA e da Noruega em combate e civis precisando de atendimento médico na Noruega.
- Serão transportadas, em dez dias, cerca de 1.200 pessoas, mas o exercício real ocorre apenas na quinta-feira e envolve cerca de 100 voluntários, entre estudantes, atuando como feridos.
- O objetivo é aproximar sociedade civil e forças militares, reforçando preparo e logística para eventuais conflitos; a Noruega lançou, em 2026, o ano do “defesa total”.
- Narvik representa rota estratégica de abastecimento entre leste e oeste no Ártico, com a linha de trem de Narvik a Kiruna (Suécia) e depois para a Finlândia sendo crucial para deslocamento de equipamentos e tropas.
Na Noruega, em Narvik, o exercício da OTAN envolve a simulação de guerra com foco na cooperação entre civis e militares. Doze de março, trabalhadores de saúde observam a descarga de dezenas de feridos simulados de um trem, são triados e transportados para hospitais da região.
A prática faz parte do Cold Response, drills bienais da OTAN no Ártico europeu, iniciado nesta segunda-feira. O objetivo é ampliar o papel de civis, empresas e instituições públicas no apoio à força militar em eventual conflito.
Civis, estudantes e voluntários participam como “vítimas” na operação, com cerca de 1,2 mil pessoas previstas para participação ao longo de 10 dias. O exercício ocorre por um único dia, nesta quinta-feira, envolvendo aproximadamente 100 voluntários.
Observadores e cenário
O médico Thomas Hultstedt acompanha o exercício para entender a integração entre atendimento civil e militar. A simulação assume conflito na Finlândia, com soldados dos EUA e da Noruega atuando na linha de frente e civis a serem encaminhados para tratamento.
Contexto geopolítico
A Finlândia e a Suécia aderiram à OTAN em 2023 e 2024, respectivamente, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. A Noruega, membro fundador da aliança desde 1949, destaca a importância de ampliar equipamentos e logística para atender emergências.
Preparação civil
A Noruega declarou 2026 como o ano da “defesa total”, com foco em reduzir lacunas entre forças militares e sociedade civil. Autoridades locais são orientadas a atualizar diretrizes de preparação diante de cenários críticos, segundo a dirigente [informação].
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