- Roberto Sánchez abriu vantagem de 23.282 votos sobre Keiko Fujimori, às 10h55, com 95,84% das urnas apuradas.
- Em um momento da apuração, a diferença chegou a 330 votos, mas Sánchez manteve a liderança com o avanço das atas.
- Votos dentro do país somam quase 98% do total; apuração do exterior avança mais lentamente, com 25% das urnas abertas.
- No exterior, Fujimori lidera com 65,3% dos votos contra 34,6% de Sánchez; ainda há 1.866 atas pendentes.
- Sánchez pode enfrentar um processo na Justiça por omissão de informações sobre financiamento do partido entre 2018 e 2020; decisão não impede a participação na eleição e há recurso.
Em apuração em andamento no Peru, Roberto Sánchez (Juntos por el Perú) assumiu a liderança sobre Keiko Fujimori (Fuerza Popular) no segundo turno das eleições presidenciais. Até as 10h55 (horário de Brasília), 95,84% das urnas haviam sido apuradas. A diferença chegou a 23.282 votos a favor de Sánchez.
Por volta das 15h, a margem caiu a apenas 330 votos, mas com o avanço da contagem e a inclusão de novas atas, Sánchez retomou a dianteira. A apuração dentro do território peruano já soma quase 98% dos registros. O exterior segue mais lento, com 25% das urnas abertas.
A votação de fora do Peru favorece Fujimori, com cerca de 65,3% dos votos contra 34,6% para Sánchez. Ainda há 1.866 atas pendentes de processamento. A eleição permanece em aberto, com possibilidade de virada até o final da apuração.
Na semana passada, a Justiça peruana determinou que Sánchez será julgado por omissão de informações sobre financiamento de seu partido em eventos entre 2018 e 2020. A decisão não impede a candidatura e ainda cabe recurso.
Disputa presidencial
O Peru enfrenta um cenário de instabilidade política com oito sãoções desde 2016, entre destituições, renúncias e governos de transição. Sánchez defende redução de pobreza, apoio à agricultura familiar e descentralização econômica, com apoio do ex-presidente Pedro Castillo.
Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, promete impulso à iniciativa privada, apoio a empreendedores e fintechs, além de reformas previdenciária e tributária. A polarização entre propostas de governo marca o pleito nacional.
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