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Assassinato de Lyhanna, 11, revolta França e pressiona governo

Protestos maciços na França pressionam o governo por falhas na atuação policial após o assassinato de Lyhanna, menina de onze anos

Tens of thousands of French protesters have taken to the streets in anger at the killing
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  • Mais de sessenta mil pessoas participaram de protestos em toda a França, cobrando respostas do governo após o assassinato de Lyhanna, menina de onze anos.
  • O suspeito, Jérôme Barella, tinha diversas denúncias de abuso sexual, registradas pela mãe de Rosa; mesmo assim, não foi interrogado pelas autoridades por nove meses.
  • O corpo de Lyhanna foi encontrado em uma fazenda, a cerca de dez quilômetros de Fleurance, no sudoeste do país, seis dias após a última presença da menina.
  • Rosa’s mother is filing a lawsuit against the state and against Justice Minister Gérald Darmanin; Darmanin diz que não houve falta de recursos e defende a prioridade às denúncias de estupro, mantendo-se no cargo.
  • O governo anunciou medidas para endurecer a proteção de crianças, o Conselho Superior da Magistratura criticou a mancha para a imagem dos magistrados, e há promessas de revisão de cerca de setenta mil denúncias de abuso infantil.

Lyhanna, 11 anos, foi assassinada, e milhares de franceses foram às ruas protestar contra as falhas do Estado na investigação de casos de abuso. O manifesto ocorreu nesta segunda-feira, em várias cidades, após a divulgação de novos dados sobre o caso.

O suspeito é Jerôme Barella, 41 anos, pai de um amigo da vítima. Ele foi detido três dias após o desaparecimento da menina, ocorrido há uma semana. Barella nega envolvimento, mas admitiu ter levado Lyhanna em carro até uma piscina local.

A mãe de Rosa, outra criança que teria sido abusada pelo mesmo homem, havia registrado denúncias anteriores. O caso Rosa não recebeu o mesmo tratamento até então, segundo relatos das autoridades.

Lyhanna foi encontrada em uma fazenda a cerca de 10 km de Fleurance, no sudoeste da França, seis dias após ter sido vista pela última vez ao final das aulas. A polícia havia recebido denúncias anteriores sobre Barella, mas não houve detenção anterior.

A comoção aumentou com a vigência de críticas públicas ao Ministério da Justiça. O ministro Gérald Darmanin é alvo de pedidos de demissão, que permanecem sem acolhimento oficial. O governo diz que vai responder aos desdobramentos do caso.

Durante o fim de semana houve uma passeata em Fleurance, perto do local onde Lyhanna foi encontrada, com apoio a mudanças no sistema de proteção a menores. O Conselho Superior da Magistratura afirmou que magistrados merecem reconhecimento, não responsabilização indevida.

Darmanin afirmou a um comitê do Senado que a falta não reside em recursos, mas na priorização de denúncias de estupro. O ministro pediu revisão de cerca de 70 mil denúncias de abuso infantil pendentes de avaliação pelos procuradores.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu prometeu endurecer a legislação de proteção à criança, visando penas mais severas para agressores sexuais em casos repetidos, com possibilidade de prisão em tempo integral.

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