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Colômbia aprova lei de rastreabilidade de gado para combater desmatamento ilegal

Lei histórica de rastreabilidade do gado amplia monitoramento da pecuária para impedir carne de áreas desmatadas

Cattle graze on land near the Indigenous community of Maticurú. Photo by Edilma Prada Céspedes.
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  • A Colômbia aprovou, em 4 de junho de 2026, uma lei histórica para melhorar a rastreabilidade da cadeia de gado e impedir carne obtida de áreas desmatadas.
  • A norma amplia sistemas de rastreabilidade existentes e facilita identificar se o gado pastou em áreas protegidas ou em florestas desmatadas irregularmente.
  • A lei cria zonas de alta vigilância em hotspots de desmatamento e autoriza medidas de controle, monitoramento e registro de movimentação de bovinos.
  • A implementação fica a cargo do Instituto Colombiano Agropecuario (ICA), em coordenação com o Conselho Nacional de Combate ao Desmatamento (Conaldef); exige integração entre órgãos e melhoria da coordenação.
  • Produtores, frigoríficos, indústrias de processamento, leilões, comerciantes e exportadores de gado terão de adotar políticas de due diligence nos próximos dois anos; a regulamentação de uma certificação de produção sem desmatamento ficará a cargo do Ministério da Agricultura nos próximos seis meses.

A Colombia aprovou, em 4 de junho, uma lei de importância histórica para a rastreabilidade da cadeia de gado, visando evitar que a carne provenha de áreas desmatadas. A norma promete aprimorar sistemas de rastreabilidade existentes e facilitar a identificação de animais que pastam em áreas protegidas ou em florestas desmatadas ilegalmente.

A lei permite a criação de zonas de alta vigilância em pontos críticos de desmatamento e estabelece medidas de controle, monitoramento, registro e circulação de bovinos. A atuação ficará a cargo do Instituto Colombiano Agropecuario (ICA), em conjunto com o Conaldef, Conselho Nacional de Combate ao Desmatamento.

O projeto teve origem após tentativas anteriores no Congresso, em 2021 e 2022, que não avançaram. A legislação acompanha a expansão de regras de mercado, principalmente diante da exigência da União Europeia de rastreabilidade de commodities não provenientes de desmatamento.

Entre as diretrizes, há a expectativa de que, em seis meses, o Ministério da Agricultura defina as regras para uma certificação de produtores livres de desmatamento, embora o texto não detalhe os requisitos da credencial.

Paralelamente, em dois anos, frigoríficos, usinas de processamento, casas de leilão, tradings de gado e exportadores de gado vivo também deverão adotar políticas de diligência.

Conservacionistas veem potencial impacto positivo, caso a lei funcione como planejado. A diretora de campanhas florestais da Environmental Investigation Agency destacou que a norma pode melhorar a segurança de que a carne vendida no país não tenha origem em áreas desmatadas.

O espaço regulatório criado busca ainda estimular a integração entre diferentes sistemas de monitoramento e rastreabilidade, com maior coordenação entre órgãos governamentais. O objetivo é reduzir o desmatamento associado à pecuária no curto e médio prazos.

O Brasil e outros países da região acompanham a implementação, que pode servir de referência para políticas de combate ao desmatamento relacionadas à cadeia produtiva de carne e de outros commodities. A lei já foi anunciada como um marco regulatório para o setor.

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