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Reino Unido e aliados sancionam empresas ligadas à violência de assentados

Reino Unido e aliados impõem sanções a seis firmas e um indivíduo por financiar violência de colonos na Cisjordânia, mas não há banimento de comércio.

A Palestinian woman photographs a shattered window of a damaged home following an alleged attack by Israeli settlers in Silat ad-Dhahr, in the occupied West Bank, in March.
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  • Reino Unido, em parceria com França, Noruega e outros, impost sanctions a seis empresas e a um indivíduo associados ao financiamento da violência de colonos na Cisjordânia.
  • O governo manteve uma orientação atualizada aos britânicos para não se envolverem em atividades econômicas com assentamentos ilegais, mas não houve banimento do comércio.
  • Parlamentares do Labour criticaram a decisão, pedindo veto completo ao comércio com os assentamentos, citando decisões da Corte Internacional de Justiça em 2024.
  • As entidades sancionadas financiavam principalmente ações de colonos e incluem Farms Association, Ahavat Gilad, Ari Yshag, Artzenu e Eyal Hari Yahuda; o impacto depende de fluxos financeiros no Reino Unido.
  • O governo destacou que assentamentos são ilegais e que a violência e a expansão ameaçam uma solução de dois estados, apelando ainda à abertura de cruzamentos para ajuda humanitária e mencionando que outras medidas podem ser adotadas se necessário.

O Reino Unido, em aliança com França, Noruega e outros parceiros ocidentais, anunciou sanções contra seis empresas e uma pessoa física envolvidas no financiamento e apoio à violência de colonos no West Bank. As sanções visam limitar atividades econômicas e o financiamento ligados aos recentes levantes na região.

O governo britânico informou que as sanções abrangem entidades que arrecadavam fundos para colonos e para atividades associadas. Entre os agentes sancionados estão a Farms Association, Ahavat Gilad, Ari Yshag, Artzenu e Eyal Hari Yahuda. O impacto prático depende de existência de fundos ou operações com o Reino Unido.

Ação foi anunciada após pressão de membros do parlamento e de uma avaliação de que a expansão de assentamentos viola o direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores destacou que o objetivo é responsabilizar quem financia a violência e, ao mesmo tempo, manter o comércio com Israel dentro das linhas de 1967, sem endurecer a relação comercial.

Cooperando com aliados, o governo ressaltou que a medida não representa um banimento comercial, mas sim uma orientação atualizada para empresas britânicas. A secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que a letra da lei dificulta impor uma proibição de comércio amplamente aplicável, mas que a avaliação permanece em discussão com parceiros internacionais.

O pacote de sanções surge em meio a tensões com a ampliação de assentamentos, incluindo o projeto E1, que poderia dividir o West Bank. Países aliados, como Austrália, Canadá, França e Noruega, reiteraram a necessidade de responsabilização e sinalizaram disposição para ampliar ações caso o governo de Israel não tome medidas rápidas.

Entidades de direitos humanos criticaram a medida como o mínimo aceitável. A Christian Aid pediu um banimento total de comércio e investimento com Israel, argumentando que apenas aconselhar empresas não basta. A reação de amplos setores do público parlamentar reforça a tensão entre política externa e interesses econômicos.

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