- Cinco países — Reino Unido, Austrália, Canadá, França e Noruega — impuseram sanções a redes envolvidas em financiar e viabilizar ataques de colonos judeus contra civis palestinos na Cisjordânia ocupada.
- A medida visa responsabilizar extremistas por níveis de violência e, na França, Bezalel Smotrich foi proibido de entrar no país; outros líderes de colonos também foram atingidos.
- A ONU registrou dezoitocento e trinta e cinco ataques de colonos contra palestinos em dois mil e vinte e cinco, em cerca de duzentas e oitenta comunidades na Cisjordânia, com mortes e danos.
- Desde o início da guerra em Gaza, tem havido aumento de ataques e expansão de assentamentos, sancionados pelo governo israelense, segundo críticos.
- No Reino Unido, as sanções atingem seis entidades e uma pessoa, com congelamento de ativos, proibições de viagem e inabilitação de diretores; diretrizes passaram a orientar empresas a evitar atividades em asentamentos ilegais.
O Reino Unido, juntamente com Austrália, Canadá, França e Noruega, impôs sanções a redes acusadas de financiar e facilitar ataques de colonos israelenses contra civis palestinos na Cisjordânia ocupada. O objetivo é responsabilizar autores de violência extremista, segundo o comunicado conjunto dos cinco países.
As medidas visam seis entidades e uma pessoa, com congelamento de ativos, proibições de viagem e inabilitação de diretores quando cabível. O anúncio também traz orientação oficial para que empresas evitem atividades econômicas em assentamentos considerados ilegais pela comunidade internacional.
França, por sua vez, proibiu a entrada no país do ministro das Finanças de linha dura de Israel, Bezalel Smotrich, por defender ações que promovem a anexação de partes da Cisjordânia. O ministro tem influência sobre políticas de colonização naquele território.
O Governo britânico destacou que, desde a escalada de violência na região, houve aumento de ataques de colonos contra palestinos e suas propriedades, com relatos de atuação sob proteção de forças de segurança israelenses. Dados da ONU apontam crescimento de incidentes em 2025.
Entre as sanções, destaca-se o repasse financeiro a fazendas e posições de colonos, bem como o uso de recursos de uma construtora para destruir terras e propriedades palestinas. O objetivo é interromper fluxos que alimentam a violência na região.
Autoridades britânicas indicaram que, pela primeira vez, as diretrizes oficiais recomendam que empresas evitem atividades econômicas em assentamentos ilegais, reforçando a responsabilidade corporativa na região. O ministro das Relações Exteriores afirmou que grupos violentos não devem lucrar com terras ocupadas.
A iniciativa ocorreu diante de uma nova rodada de ataques de colonos desde o início da guerra entre Gaza e Israel. Relatos de incidentes e mortes em 2025 já mostram alta em comparação com o ano anterior, segundo fontes internacionais. A repressão institucional busca reduzir a impunidade.
Israel classificou as sanções como medidas políticas disfarçadas de combate à violência. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que tais ações alimentam o antissemitismo e representam uma postura anti-Israel. O governo israelense pediu que as sanções sejam avaliadas com cuidado.
O Ministério dos Negócios Palestinos, por sua vez, acolheu o comunicado conjunto, afirmando que as sanções reconhecem a necessidade de conter o que descreve como ocupação e expansão de assentamentos. A posição palestina ressalta a ligação entre violência e políticas de ocupação.
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