- A Câmara dos Deputados dos EUA deve votar um projeto de lei de 70 bilhões de dólares para financiar ICE, CBP e DHS, mantendo a ofensiva de Trump contra imigrantes sem documentos durante seu mandato.
- O texto, chamado Secure America Act, já passou pelo Senado na semana passada e destina 38 bilhões de dólares ao Immigration and Customs Enforcement e 26 bilhões de dólares à Customs and Border Protection, mais 5 bilhões de dólares ao Departamento de Segurança Interna.
- A expectativa é aprovar na Câmara apenas com votos de membros do Republican Party, enfrentando oposição unânime dos democratas.
- O líder democrata, Hakeem Jeffries, disse na semana passada que a oposição aos planos de reconciliação orçamentária dos republicanos é firme.
- Há disputas sobre fundos adicionais ligados a propostas controversas, como um suposto fundo de quase 1,8 bilhão de dólares para aliados de Trump, que ainda não está decidido, e a retirada de recursos para o salão da Casa Branca durante a discussão.
O Congresso dos Estados Unidos retorna ao tema da imigração com um projeto de lei de 70 bilhões de dólares, defendido pelos Republicanos da Câmara. A medida envolve o financiamento de ICE, CBP e do DHS durante o restante do mandato de Donald Trump, encerrando meses de impasse com os democratas.
O texto, chamado Secure America Act, já havia sido aprovado pelo Senado na semana passada. Ele destina 38 bilhões para ICE, 26 bilhões para a CBP e 5 bilhões adicionais ao DHS, segundo fontes oficiais. A expectativa é de voto apenas entre os membros do partido.
A votação na Câmara deve ocorrer nesta terça-feira, e é provável que siga o alinhamento partidário, com oposição firme dos democratas. A vitória depende dos 218 votos dos republicanos presentes, em meio a críticas à agenda de mudanças migratórias.
Críticos apontam que o governo busca ampliar o endurecimento das políticas de imigração, o que sustenta atritos entre as lideranças. O presidente da Câmara, Mike Johnson, precisa do apoio total da bancada para aprovar o texto.
Entre os entraves, há preocupações com um suposto fundo de quase 1,8 bilhão de dólares destinado a alianças políticas, que não aparece de forma explícita no texto final. A função do fundo permanece controversa entre os opositores.
Durante a tramitação no Senado, houve ainda divergências sobre uma emenda que proibia o uso de recursos para facilitar a “anti-weaponization” de aliados de Trump, sem sucesso. A pauta também já enfrentou atraso ligado a financiamento de obras no Capitólio.
A discussão ganhou contornos adicionais ao redor de uma tentativa de incluir 1 bilhão de dólares para melhorias no salão de festas do White House, que foi removida após decisões regimentais. A Câmara deverá seguir com a votação conforme o protocolo do orçamento.
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