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Spyware atacou usuários do WhatsApp desafiando ordem judicial dos EUA, diz Meta

NSO Group violou ordem judicial dos EUA ao mirar usuários do WhatsApp com links maliciosos; Meta diz ter interceptado tentativas de spear phishing em Jordânia e Líbano

Meta said the latest attacks showed NSO had violated the injunction and it asked the court to hold the company in contempt.
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  • A NSO Group, empresa de spyware, teria enviado links maliciosos a usuários do WhatsApp em desacordo com uma ordem judicial dos EUA que a impede de fazer isso.
  • A Meta informou ter “captado e interrompido” tentativas de spear phishing e a empresa também criava contas de teste e grupos no WhatsApp.
  • A prática teria atingido, segundo a empresa, um punhado de usuários na Jordânia e no Líbano.
  • NSO, que ficou sob controle americano desde o ano passado, é conhecido pelo Pegasus, spyware utilizado para coletar dados de telefones.
  • Anos atrás, a Meta ganhou processo contra NSO, com danos de duzentos milhões de dólares inicialmente, depois reduzidos a 4 milhões, além de uma injeção permanente para não mirar o WhatsApp.

Meta afirma que spyware NSO violou ordem judicial ao mirar usuários de WhatsApp

A empresa de spyware NSO Group, de origem israelense, teria enviado links maliciosos a usuários do WhatsApp, contrariando uma ordem de um tribunal dos EUA que proíbe tais ações. A acusação vem da própria Meta, dona do aplicativo.

Segundo a Meta, o WhatsApp conseguiu detectar e interromper tentativas de spear phishing associadas ao NSO Group. Em comunicado, a empresa disse também ter identificado a criação de contas e grupos de teste no aplicativo pela organização.

A orientação jurídica relevante é uma injunção permanente, resultante de ações anteriores entre a NSO e a Meta. Em desdobramento, a Justiça dos EUA proibiu o NSO de mirar usuários do WhatsApp, com sanções que permaneceram em vigor.

Quem está envolvido trabalha para NSO Group, uma sociedade de vigilância que já esteve sob controle americano desde o ano passado. A empresa é responsável pelo Pegasus, spyware conhecido por explorar vulnerabilidade no WhatsApp para coletar dados dos usuários.

Quando e onde aconteceram as ações não foram detalhados pela Meta além da menção a Jordan e Líbano como alvos recentes. A companhia afirma que as táticas incluíram envio de links maliciosos e a montagem de contas falsas no aplicativo.

Por que isso importa: a empresa afirma que houve violação da injunção judicial, ampliando o escrutínio sobre práticas de vigilância digital. Profissionais independentes ressaltam o risco de novas tentativas de infiltração em plataformas de comunicação.

NSO não respondeu a pedidos de comentário. A história acompanha um histórico de conflitos legais entre a NSO e a Meta, que já envolveu disputas sobre leitura de mensagens criptografadas e outras acusações de abuso de ferramenta de espionagem.

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