- Governo busca aprovação de Jorge Messias para vaga no STF, acompanhado da liberação de R$ 807 milhões em emendas para facilitar o crédito político.
- A sabatina foi acelerada e está marcada para dez de dezembro; são necessários quarenta e um votos no plenário e três na Comissão de Constituição e Justiça, com doze votos favoráveis e doze contrários na CCJ.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, resiste à indicação e já rompeu com o líder do governo; a oposição e parte do centrão também conduzem resistência.
- A distribuição das emendas privilegia Amapá e Maranhão, estados de base de aliados próximos, respondendo por parcela relevante do montante liberado.
- Emendas em conjunto, com assinatura de bancadas e comissões, dificultam a identificação da autoria, diante de críticas sobre transparência e rastreabilidade.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para aprovar a indicação de Jorge Messias à vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF. A estratégia envolve a liberação de recursos para emendas parlamentares, já que Messias enfrenta resistência de parte do Senado e de setores da oposição. A sabatina já tem rito acelerado.
A quantia liberada soma 807 milhões de reais, destinada a facilitar a candidatura. O Planalto busca apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia Rodrigo Pacheco para o STF. A resistência também vem de parte do centrão, com alinhamentos que variam entre aliados e independentes.
Emendas para facilitar a aprovação
A sabatina de Messias foi marcada para 10 de dezembro, a apenas 20 dias após a indicação. São necessários 41 votos no plenário e 3 na CCJ para a aprovação. A CCJ está dividida, com 12 votos a favor e 12 contrários, segundo levantamento do Metrópoles.
A distribuição das emendas está lastreada principalmente em Amapá, estado de Alcolumbre, e Maranhão, base do relator da indicação, Weverton Rocha. O conjunto de emendas de bancada e de comissões representa parte relevante dos recursos liberados, dificultando a identificação de autoria.
Análise e contexto
Desde a indicação, o governo tem usado as emendas para buscar interlocuções com o Senado. Flávio Dino tem questionado esse formato de repasse, que já levou suspensões de pagamento em períodos anteriores. A resistência ao nome de Messias também envolve dúvidas sobre alinhamento entre Executivo e Legislativo.