- O ex-conselheiro especial Jack Smith afirmou a uma comissão da Câmara ter prova além da dúvida razoável nos casos contra Donald Trump.
- Smith disse não ter conversado com o presidente Joe Biden sobre os casos e atuou sem interferência de membros do Departamento de Justiça.
- Em depoimento de mais de oito horas, ele defendeu as acusações de posse de documentos classificados e de tentativa de interferir na eleição de dois mil e vinte.
- Smith destacou limitações legais impostas pela juíza Aileen Cannon sobre tornar públicas partes do caso de documentos classificados.
- O ex-procurador afirmou que, se fosse necessário julgar um ex-presidente hoje com as mesmas fatos, faria a acusação independentemente da posição política, ressaltando que não houve motivação política.
Jack Smith, ex-advogado especial do DOJ, afirmou a uma comissão da Câmara que nunca conversou com Joe Biden sobre os casos envolvendo Donald Trump. O depoimento ocorreu na sexta-feira, no Capitólio, com mais de oito horas de duração, em regime fechado.
Segundo a íntegra tornada pública, Smith defendeu as acusações contra Trump por posse de documentos classificados e tentativa de anular a eleição de 2020, ressaltando consequências de não punir interferência eleitoral. A defesa citou limitações legais impostas por Cannon sobre divulgação de partes do caso.
Smith informou ter atuado sem interferência de Merrick Garland ou de outros altos oficiais do Ministério da Justiça. Em respostas a perguntas, disse não ter conversado com Biden sobre os casos, nem recebido instruções do presidente.
De acordo com o depoimento, Smith afirmou ter provas além da dúvida razoável em ambos os casos, e justificou que não buscou motivação política para processar Trump. Disse ainda que, se fosse possível processar um presidente hoje, agiria da mesma forma, independentemente de cor partidária.
O depoimento ocorreu após controvérsia sobre uso político do DOJ e uma disputa sobre imunidade presidencial. Parte da narrativa envolve críticas de membros republicanos à atuação de Smith e à suposta politização das investigações.
Em contrapartida, Smith explicou que dados de uso de telefonia de membros do Congresso foram obtidos como parte da investigação, com números e duração das chamadas, não o conteúdo. Ele afirmou que as informações ajudaram a contextualizar pressão de Trump sobre aliados.
A defesa de Smith mencionou que a divulgação de partes do relatório é restrita pela decisão de Cannon, embora tenha deixado claro que o objetivo foi apresentar respostas às perguntas da comissão. O material completo permanece com restrições de público.
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