- Em 2025, a Sesai celebrou avanços históricos na assistência à saúde indígena, com passos estruturantes na gestão, força de trabalho, saneamento e políticas diferenciadas.
- Foi inaugurado o primeiro Serviço de Atendimento Móvel de Urgência indígena, em Dourados, Mato Grosso do Sul, com atendimento 24 horas, profissionais bilíngues e redução do tempo de resposta de 17 para oito minutos.
- No Território Yanomami, foi criado o Centro de Referência em Saúde Indígena, beneficiando cerca de 10 mil pessoas em 60 comunidades, com atendimento especializado no próprio território e redução de remoções.
- A força de trabalho dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas passou a ser gerida pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS, com perspectivas de ampliar 34 sanitaristas e aumentar médicos de 566 para 716 entre 2024 e 2025.
- Outros avanços incluem 87,5% de cobertura vacinal em crianças indígenas menores de um ano até o terceiro trimestre de 2025, expansão da telessaúde para 25 DSEI, cinco expedições de Agora Tem Especialista e avanços em saneamento e infraestrutura via Novo PAC.
A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, apresentou o balanço de 2025. O relatório destaca avanços estruturais na assistência, gestão, força de trabalho, saneamento e políticas voltadas à saúde indígena. O foco é a atuação do SasiSUS.
Entre os marcos, houve a implantação do primeiro SAMU 24h para povos indígenas, em Dourados (MS), com atendimento bilíngue. A iniciativa reduziu o tempo de resposta de 17 para 8 minutos, beneficiando Guarani, Kaiowá e Terena.
Também destaca a recuperação no Território Yanomami, com a criação do Centro de Referência em Saúde Indígena. Cerca de 10 mil indígenas em 60 comunidades passaram a ter acesso a atenção especializada dentro do território.
Dados preliminares indicam queda de óbitos no Yanomami entre o 1º sem. de 2023 e o 1º sem. de 2025. As mortes por doenças respiratórias caíram 40,8%, por malária 70% e por desnutrição 70,6%.
Em Roraima, foi inaugurada a primeira Unidade Hospitalar de Retaguarda para povos indígenas, em parceria com Ebserh e UFRR. A iniciativa amplia atendimento sem deslocamento para centros urbanos.
Fortalecimento da força de trabalho
A gestão dos 34 DSEI passou a ficar sob a AgSUS, fortalecendo o SasiSUS. Em 2026, foram incorporados 34 sanitaristas para vigilância epidemiológica e CIEVS. O quadro de médicos nos territórios subiu de 566 em 2024 para 716 em 2025.
A cobertura vacinal alcançou 87,5% de crianças indígenas menores de um ano com o esquema completo até o 3º trimestre de 2025. Também houve conectividade em mais de 700 Unidades de Saúde Indígena e ampliação da telessaúde para 25 DSEI.
Atendimento especializado e inovação
As cinco primeiras edições do programa Agora Tem Especialista levaram serviços de média e alta complexidade a indígenas, com mais de mil atendimentos e mais de 3 mil procedimentos. As ações ocorreram com apoio de AgSUS, ONG e carretas móveis.
No campo regulatório, a Sesai publicou o Manual Técnico de Atendimento a Indígenas Expostos ao Mercúrio, orientando EMSI em áreas afetadas pela mineração. Outros manuais tratam de licitações, contratos e governança.
Infraestrutura, saneamento e cenários futuros
O Novo PAC ampliou a rede de UBSI, com meta de 78 e conclusão de 35 obras já. Ao todo, 51 obras foram iniciadas e 35 concluídas, com conclusão prevista até 2026, com parte extendida para 2027.
No saneamento, o Programa Nacional de Saneamento Indígena beneficiou 510 aldeias entre 2023 e 2025, sendo 182 no âmbito do Novo PAC, reduzindo doenças de veiculação hídrica.
Cooperação, tribunais e perspectivas
O STF declarou extinta a ADPF 709, reconhecendo avanços do SasiSUS. A Sesai fechou 2025 com 16 Acordos de Cooperação Técnica e sete de Cooperação em andamento, além de quatro projetos Proadi-SUS com hospitais de referência.
Para 2026, a Sesai prepara novo ciclo de entregas, com nova PNASPI, expansão de parcerias de saneamento e infraestrutura, e expansão do Proadi-SUS, mantendo o foco na atenção integral à saúde indígena.
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