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MPF investiga suposta discriminação religiosa durante Réveillon no Rio

MPF abre inquérito para apurar discriminação religiosa na virada do Réveillon no Rio e exigir informações sobre uso de recursos públicos

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Créditos: Fernando Maia/Rio Tour - Reprodução site Prefeitura do Rio
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  • O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar discriminação cultural e religiosa durante o Réveillon do Rio, com base na promoção de shows exclusivamente evangélicos na Praia do Leme.
  • A apuração envolve informações sobre os critérios adotados para definição e destinação de recursos públicos para eventos culturais nas praias no Réveillon de 2026, com prazo de resposta até 21 de janeiro.
  • Ao final do prazo, será realizada uma reunião na sede do MPF com representantes do poder público e de entidades da sociedade civil para discutir políticas de enfrentamento da tolerância e do racismo religioso e cultural.
  • O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, negou as acusações e afirmou que a cidade tem espaço para música gospel e que não houve exclusão de outros públicos.
  • Paes, em nova postagem, pediu desculpas caso tenha ofendido praticantes de religiões de matriz africana, destacando a pluridade da programação do Leme e a criação de uma homenagem a Tata Tancredo com diálogo com lideranças religiosas.

O Ministério Público Federal abriu um inquérito para apurar suposta discriminação cultural e religiosa durante o Réveillon do Rio de Janeiro. A apuração mira a promoção de shows exclusivamente de cantores evangélicos na Praia do Leme, já no segundo ano consecutivo com palco de música gospel. A prefeitura foi acionada para esclarecer critérios de uso de recursos públicos, com prazo para resposta até 21 de janeiro. Uma reunião com autoridades públicas e entidades da sociedade civil está programada para discutir políticas de enfrentamento à intolerância.

O inquérito busca entender como foram definidas as atrações e a destinação de verbas públicas para eventos culturais nas praias durante o Réveillon de 2026. O objetivo é ampliar o diálogo entre instituições e sociedade, avaliando ajustes que promovam diversidade, equidade e pacificação social.

Na cidade, o prefeito Eduardo Paes (PSD) já negou as acusações e informou, pelas redes sociais, que não houve intenção de perseguir manifestações religiosas. Em pronunciamento recente, ele afirmou que há espaço para a música gospel e que a cidade mantém uma programação plural e democrática.

Investigação e próximos passos

Na sexta-feira, Paes reiterou o pedido de desculpas caso tenha ofendido praticantes de religiões de matriz africana, ressaltando a continuidade da programação plural no Leme. O prefeito disse que apoiará a sugestão de homenagear Tata Tancredo com uma estátua, mantendo diálogo com lideranças religiosas para melhorar a relação entre governo e comunidades.

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