- Maj Gen Paul Eaton alerta que Donald Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tentam politizar as altas patentes do Exército dos EUA, o que pode comprometer a independência das Forças Armadas e ter consequências de longo prazo.
- O ex-comandante diz ter ocorrido uma limpeza na hierarquia militar, com demissões de autoridades independentes, dos advogados militares e a saída do presidente do Conselho Conjunto de Chefes, substituído por um oficial leal ao presidente.
- Ele compara o movimento a purgas de Stalin e sustenta que a imagem e a eficiência das Forças Armadas ficam em risco quando há alinhamento excessivo com o governo.
- Eaton aponta implicações internas: federalização da Guarda Nacional e envio de tropas para cidades sob governadores democratas, levantando dúvidas sobre regras de combate e jurisdição.
- O general veterano também critica o suposto ataque com estritamente previsto para a Flórida e destaca a possibilidade de ocorrerem incidentes graves, com consequências para a lei de guerra e para cidadãos e militares.
O general de brigada aposentado Paul Eaton afirmou que há um esforço agressivo para politizar as altas patentes militares dos EUA, sob a gestão de Donald Trump e do atual secretário de Defesa, Pete Hegseth. A avaliação foi feita em entrevista ao Guardian, destacando riscos de dano à independência das forças armadas.
Eaton, veterano com 37 anos de serviço ativo, descreveu o movimento como sem precedentes recentes e disse que pode haver consequências graves e duradouras para a reputação e a eficiência das Forças Armadas dos EUA. Segundo ele, o corpo poderia perder a confiança de Washington a longo prazo.
O ex-comandante enfatizou que a militarização da agenda política compromete a neutralidade institucional. Ele argumenta que a fidelidade da carreira militar deve ser à Constituição, não a um líder específico, destacando a importância da separação entre governo e defesa.
Contexto e desdobramentos
O tabloide aponta que, após a nomeação de Hegseth, ocorreram substituições em cargos-chave do Pentágono e entre os oficiais de alto escalão, gerando apreensão entre militares sobre lealdade institucional. Eaton compara os efeitos a uma purga silenciosa.
Ele cita episódios recentes de tensões e decisões que, na visão dele, afastaram a carreira militar de seus padrões históricos de engajamento neutro. O veterano também mencionou exercícios de planejamento que teriam simulado cenários de autoridades políticas intervindo na segurança nacional.
Eaton responsabiliza a gestão de Trump e Hegseth pela erosão da independência militar, citando mudanças rápidas em chefias e políticas que teriam enviado sinal de lealdade ao presidente em vez de à Constituição. O alerta é de que o problema pode se agravar com o tempo.
Perspectivas e impactos
Segundo o relato, a pressão política também repercute entre as tropas, gerando dúvidas sobre o comportamento adequado dos oficiais superiores diante de ordens partidárias. O deterioro da confiança interna poderia afetar o planejamento e a execução de operações.
O ex-general comparou o cenário a eventos históricos de repressão política, ressaltando que não se trata de um ataque físico, mas da remoção de lideranças com impactos significativos na governança militar.
Eaton indicou que tensões entre forças federais e autoridades estaduais podem se intensificar, caso haja confronto entre a Guarda Nacional federalizada e polícia local, alimentando riscos de confrontos internos.
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