- Gastos com anúncios na internet chegaram a R$ 129,6 milhões em 2025, atingindo recorde desde o início da divulgação desse dado.
- A despesa é feita pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e mostra crescimento em relação a 2024, que foi de R$ 42 milhões, e a 2023, com R$ 47 milhões; os três anos da gestão atual somam R$ 219 milhões.
- Em comparação, o governo de Jair Bolsonaro gastou R$ 93 milhões em anúncios online ao longo de seu mandato; em três anos, a gestão atual já supera o total do governo anterior.
- Os maiores pagamentos foram a Google (R$ 39 milhões), Meta (R$ 35,8 milhões), Kwai (R$ 10,4 milhões) e TikTok (R$ 4,7 milhões; veículos como Globo, Record e UOL também aparecem entre os dez maiores anunciantes).
- A aceleração ocorreu sob Sidônio Palmeira, que assumiu a Secom em janeiro de 2025; a Secom afirmou que o aumento segue critérios técnicos e reforça a presença em redes sociais para informar a população.
O governo Lula elevou seus gastos com anúncios na internet em 2025, atingindo 129,6 milhões de reais, segundo levantamento do Núcleo.jor. O orçamento foi executado pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e representa recorde desde o início da divulgação desses dados.
Comparado aos anos anteriores, o salto é expressivo: em 2024 foram investidos 42 milhões; em 2023, 47 milhões. Somados os três anos da atual gestão, o total chega a 219 milhões em publicidade digital, conforme o mesmo monitoramento.
Durante o governo Bolsonaro, o gasto com publicidade online somou 93 milhões ao longo de todo o mandato. Na comparação direta, os três primeiros anos da gestão atual já ultrapassam o total do governo anterior nessa área.
A Secom, procurada pela Gazeta do Povo, informou que o aumento obedece a critérios técnicos e reflete mudanças no comportamento da população. A secretaria afirmou que o reforço do uso das redes sociais busca divulgar ações do governo e ampliar o acesso a informações.
Segundo a pasta, a estratégia visa alcançar públicos que migraram para o ambiente online e, assim, divulgar direitos do cidadão e serviços disponíveis. A Secom sustenta que a publicidade digital é essencial para ampliar o alcance da comunicação oficial.
O levantamento do Núcleo.jor utiliza apenas despesas liquidadas por meio de agências de publicidade, com dados desde 2009. A partir de 2017, itens de “comunicação digital” passaram a ser discriminados, mantendo o foco em internet.
Entre os maiores gastos, aparecem Google (39 milhões), Meta (35,8 milhões), Kwai (10,4 milhões) e TikTok (4,7 milhões). Também aparecem Globo (3,2 milhões), Record (3 milhões) e UOL (2,1 milhões) entre os 10 maiores veiculadores.
A aceleração ocorreu sob a gestão do publicitário Sidônio Palmeira, que assumiu a Secom em janeiro de 2025, substituindo Paulo Pimenta. A mudança coincidiu com o objetivo de ampliar o controle de narrativas nas redes sociais.
Em setembro de 2025, Palmeira afirmou que as Big Techs são importantes para a comunicação com o público, reforçando a estratégia de concentrar investimentos em grandes plataformas digitais. Em 2024 houve queda de cerca de 20% nos gastos com redes sociais.
A Secom destacou, na íntegra, que os critérios de distribuição do investimento em publicidade são balizados por critérios técnicos, que o reforço das redes sociais acompanha hábitos de consumo de informação, e que a publicidade digital busca ampliar o acesso a direitos e serviços.
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