- Os Democratas conseguiram retirar do projeto de orçamento de 2026 um adendo que buscava proteger fabricantes de pesticidas de ações judiciais e limitar avisos de riscos.
- O adendo, apoiado pela Bayer, pretendia impedir que o governo federal emita ou altere avaliações, regulamentos ou rotulagens que não estejam alinhados com avaliações de saúde da EPA.
- Críticos afirmam que a medida impediria estados e governos locais de alertar sobre riscos de pesticidas, caso as novas evidências não coincidam com avaliações da EPA.
- A líder Chellie Pingree disse que a batalha continua, pois a Bayer tem dado alta prioridade a inserir linguagem favorável em outras propostas, incluindo no Farm Bill.
- A Bayer afirmou não apoiar imunidade ampla e afirmou que a legislação deve permitir responsabilização e regulamentação embasada na ciência.
O Congresso dos EUA removing a rider de proteção a fabricantes de pesticidas da proposta de orçamento de 2026 foi confirmado pelos democratas. A medida, apoiada pela Bayer e por aliados da indústria, visava impedir ações judiciais e dificultar avisos sobre riscos de pesticidas.
A líder democrata Chellie Pingree informou que o texto controverso foi retirado do projeto de lei de orçamentos. O Senado, segundo ela, não voltou a discutir a questão, encerrando o episódio por ora.
A iniciativa fazia parte de um esforço legislativo maior que críticas associam à Bayer, virando alvo de litígios relacionados ao herbicida glyphosate. A empresa enfrenta milhares de ações ligadas ao Roundup, adquirido com a aquisição da Monsanto em 2018.
Um acordo de aliança setorial criada pela Bayer defendia leis estaduais e federais que tornariam mais difícil processar fabricantes por riscos à saúde. Já fez avanços em Geórgia e Dakota do Norte, segundo relatos.
O texto proposto exigia que verbas federais não fossem usadas para orientar ou adotar diretrizes, políticas ou alterações de rotulagem que divergirem de avaliações de saúde humana da EPA. Críticos alertaram que isso impediria avisos atualizados conforme novas evidências.
Conforme os críticos, a restrição dificultaria ações de governos locais para alertar a população sobre riscos de pesticidas, caso as avaliações da EPA não sustentem tais avisos. Além disso, reduziria a capacidade de processar empresas por falhas de comunicação.
Pingree ressaltou que a medida abriria precedentes de preempção federal contra governos locais, limitando restrições ao uso de químicos nocivos e a responsabilização judicial. A parlamentar destacou a pressão do setor e de agendas de lobby.
O desfecho definitivo ocorreu após disputas no comitê de appropriations, com apoio de ativistas da Make America Healthy Again. Eles pressionaram parlamentares republicanos e apoiaram a retirada do texto controverso.
Bayer indicou, por meio de nota, que nenhuma empresa deveria ter imunidade absoluta e afirmou que o texto não impediria ações judiciais. A empresa disse apoiar regulações baseadas em ciência para garantir a segurança de produtos agrícolas.
Pingree afirmou que o tema não está encerrado, citando continuidade de esforços para inserir linguagem favorável à indústria em futuras propostas, incluindo a nova Farm Bill. Ela declarou que a luta deve seguir.
A história foi publicada em parceria com o New Lede, projeto jornalístico do Environmental Working Group. A cobertura enfatiza a necessidade de transparência e de informações verificáveis sobre o tema.
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