- O banjoista Béla Fleck anunciou a retirada de sua apresentação com a National Symphony Orchestra no Kennedy Center, agendada para fevereiro, dizendo que o local está “carregado e político” e que o foco deve ser a música.
- Fleck afirmou que espera tocar com a NSO no futuro, quando puderem celebrar a arte juntos.
- A saída de Fleck ocorreu dias após Stephen Schwartz, compositor vencedor do Oscar, também desistir de uma apresentação no Kennedy Center em protesto à gestão de Donald Trump no centro.
- Schwartz iria apresentar a Washington National Opera Gala no Kennedy Center em 16 de maio, mas afirmou que o centro não representa mais um espaço apolítico para expressão artística.
- O Kennedy Center tem visto cancelamentos de artistas nos últimos meses em protesto às mudanças administrativas promovidas por Trump, incluindo alterações na diretoria e na denominação da instituição.
Béla Fleck cancelou sua apresentação com a Orquestra Nacional Sinfônica no Kennedy Center, marcada para fevereiro. O banjoista afirmou que o ambiente hoje está carregado de política e que o foco deve ser a música, não o cenário institucional.
Em mensagem divulgada pelas redes sociais, Fleck disse ter deixado em aberto a possibilidade de se apresentar com o NSO no futuro, em um momento em que o espaço possa garantir o espírito artístico da casa.
Na semana passada, o compositor Stephen Schwartz também desistiu de uma apresentação no Kennedy Center, em protesto ao que descreveu como tomada política da instituição. Schwartz afirmou que o espaço deixou de representar um local apolítico para a expressão artística.
Contexto de protestos na Kennedy Center
O movimento de cancelamentos começou no início de 2025, com críticas a mudanças na direção e na governança do centro, incluindo a tentativa de reorganizar o conselho e indicar novos integrantes ligados ao governo. No fim do ano, ocorreu uma alteração no nome da instituição, que passou a incluir a referência a Donald J. Trump, provocando reação de artistas. Diversos nomes já haviam optado por cancelar shows por motivos semelhantes, segundo relatos da imprensa.
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