- A senadora Michelle Ananda-Rajah, de Victoria, tornou-se a mais nova parlamentar de apoio a uma comissão real para investigar o ataque em Bondi, dizendo que a comissão é necessária para esclarecer falhas que permitiram o antissemitismo.
- Há pressão interna no governo do primeiro-ministro Anthony Albanese para confirmar uma comissão real, possivelmente conjunta com o governo do estado de Nova Gales do Sul, já nesta quinta ou sexta-feira.
- O governo tem mantido consultas com lideranças da comunidade judaica sobre os detalhes da apuração federal, com os termos de referência ainda em elaboração.
- Entre as opções discutidas, está a indicação da ex-ministra Virginia Bell como comissária, cargos que geraram críticas entre alguns setores da comunidade, segundo relatos.
- Enquanto isso, figuras da oposição, como Josh Frydenberg, pedem uma comissão com três membros de perfis diferentes, incluindo um especialista em segurança nacional, além de outras duas expertises, sem indicar substitutos específicos.
Michelle Ananda-Rajah, senadora de Victoria, pediu oficialmente a criação de uma comissão real para investigar o ataque em Bondi e o antisemitismo no país. A parlamentar afirmou que a comissão ajudaria a expor falhas e restaurar a confiança da comunidade judaica.
A pressão cresce dentro do governo australiano para que o primeiro-ministro Anthony Albanese, até então relutante, concorde com uma apuração nacional. Espera-se que o anúncio acompanhe um possível diálogo com o governo de Nova Gales do Sul, em tratar de uma comissão conjunta.
Ananda-Rajah afirmou que a comissão deve ir além de combater o discurso de ódio e trabalhar para fortalecer vínculos entre comunidades. Enquanto isso, o governo discute quem poderia atuar como comissário, com a ex-juíza Virginia Bell considerada para o cargo.
Senado e apoio dentro do Laburismo
Fontes próximas ao governo indicaram que Bell é uma das opções em estudo, dada sua experiência em tribunais de NSW e no High Court. Contudo, há controvérsias entre organizações judaicas sobre a indicação.
O ex-ministro liberal Josh Frydenberg criticou publicamente a resposta do governo e sugeriu que Bell precisa ter total confiança da comunidade judaica, sem detalhar as objeções. Em resposta, a líder liberal Sussan Ley pediu três comissionados, incluindo um especialista em segurança nacional.
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