- Moraes tem demorado a analisar pedidos da defesa de Jair Bolsonaro para exames médicos e cirurgia, gerando críticas de familiares e aliados.
- O Conselho Federal de Medicina abriu sindicância sobre a assistência ao ex‑presidente; Moraes anulou a sindicância e mandou apurar possível responsabilidade criminal do médico em oitiva com o presidente do CFM.
- A autorização para a cirurgia foi expedida perto do Natal; Bolsonaro foi operado no fim de dezembro e teve alta em primeiro de janeiro de 2026.
- Bolsonaro sofreu queda na cela, resultando em trauma craniano; Moraes inicialmente negou transferência imediata para hospital, autorizando o atendimento no dia seguinte.
- A atuação é apresentada como padrão de protelação para réus da direita, com casos semelhantes a Roberto Jefferson, Daniel Silveira e Filipe Martins, segundo juristas e parlamentares.
A demora do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para analisar pedidos de Bolsonaro sobre exames médicos e cirurgia gerou críticas de familiares e aliados. Parlamentares próximos afirmam que a postura pode representar tortura institucional e favorecer a morte do ex-presidente.
Moraes exigiu laudos e trâmites médicos antes das avaliações, mesmo diante de histórico de saúde grave. A autorização final para a cirurgia foi dada apenas próximo ao Natal, adiando o procedimento para o período de festas. Bolsonaro foi operado no fim de dezembro e teve alta em 1º de janeiro de 2026.
Nesta semana, Bolsonaro sofreu uma queda na cela, com trauma craniano. A defesa pediu transferência imediata ao hospital, mas Moraes inicialmente negou, com base em um relatório policial. A autorização saiu no dia seguinte, mudando o curso dos cuidados médicos.
Contexto médico e decisões judiciais
Especialistas discutem padrões de atuação do STF em casos de saúde de réus da direita, apontando demora em atos urgentes e rapidez em medidas restritivas. Juristas destacam possíveis impactos na percepção de imparcialidade do tribunal.
Maíra Miranda, especialista em Direitos Humanos, cita normas internacionais que orientam decisões médicas por profissionais de saúde. Ela afirma que atrasos e interferências indevidas podem violar regras que protegem a dignidade e a integridade dos pacientes.
Repercussões políticas e críticas
Parlamentares da oposição classificaram as medidas como tortura. O senador Flávio Bolsonaro e a deputada Carol De Toni ressaltaram a crueldade e a desumanidade percebidas nas decisões. Outros parlamentares questionaram a motivação do tribunal diante das solicitações médicas.
Defensores de Bolsonaro afirmam que a sequência de decisões impõe sofrimento desnecessário. Médicos e juristas consultados apontam que o cenário atual alimenta dúvidas sobre a neutralidade do julgamento.
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