- O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, deve anunciar a criação de uma comissão real federal sobre o ataque em Bondi, revertendo posição anterior.
- A confirmação pode ocorrer já na quinta-feira, por volta das 16h30, em Canberra, conforme fontes ligadas ao governo e a grupos judaicos.
- A comissão investiga antissemitismo, inteligência e atuação policial, em resposta a um pedido de famílias das vítimas e de figuras públicas.
- A ex-juíza Virginia Bell é apontada como membro da comissão, com histórico em royal commissions e atuação em casos ligados às administrações de NSW e ao governo federal.
- O ataque em Bondi, durante celebração de Hanucá, resultou na morte de 15 pessoas e teve menção a suposta inspiração pelo grupo extremista Estado Islâmico.
O primeiro-ministro Anthony Albanese deve anunciar, nesta quinta-feira, a criação de uma comissão real federal para investigar o ataque em Bondi, em Sydney. A confirmação ocorre após pressão de famílias das vítimas, comunidades judaicas e políticos de várias correntes.
A comissão, prevista para ser anunciada por volta das 16h30 em Canberra, terá Virginia Bell como provável presidente. A ex-juíza da Suprema Corte de NSW tem histórico em investigações públicas e já atuou em outros comissões do governo. O foco inclui antisemitismo, inteligência e aplicação da lei.
Síntese do caso: o ataque, ocorrido durante uma celebração de Hanucá em Bondi, deixou 15 mortos. O suspeito principal é um homem apontado como pai e filho, ligado a ideias extremistas. Um dos acusados, Naveed Akram, responde a dezenas de acusações de homicídio.
Historicamente, o governo federal resistiu a uma comissão real ampla, argumentando que demoraria demais e poderia ampliar discursos de ódio. Nos últimos dias, porém, cresceu a pressão de diversas frentes, incluindo membros da coalizão governista e líderes comunitários, por respostas mais abrangentes.
Contexto e desdobramentos
Relatos indicam que a indagação contemplaria não apenas o ataque, mas questões mais amplas sobre antisemitismo e cooperação entre agências de segurança. O objetivo é esclarecer falhas de inteligência e de policiamento que tenham permitido o incidente.
A decisão ocorre após semanas de movimentação pública, com cartas abertas de famílias das vítimas e apoios de figuras empresariais, esportivas e políticas. A coalizão federal já discute a nomeação de integrantes e o alcance da apuração.
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