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Holanda deve banir fogos de artifício após novo caos no Ano Novo

Holanda se aproxima da proibição de fogos de artifício, após mais de 1.200 feridos e ataques a bombeiros elevarem a pressão sobre serviços de emergência

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Critics across the continent argue that fireworks are wildly dangerous, terrify pets and choke cities with toxic fumes.
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  • Países Baixos devem proibir a maior parte dos fogos de artifício de uso doméstico, acompanhando a Irlanda, enquanto outros países da União Europeia discutem medidas semelhantes.
  • Nas celebrações de Ano Novo, foram mais de 1.200 feridos, um terço deles hospitalizados, e ocorreram duas mortes.
  • Os bombeiros registraram 4.286 ocorrências de incêndio; uma igreja do século XIX próximo ao Vondelpark também foi atingida.
  • A pressão pelo banimento cresce entre médicos e sociedade, citando danos à saúde pública e sobrecarga dos serviços de emergência; a oposição teme efeito limitado devido à compra entre países.
  • A proposta depende de compensação à indústria, já que as vendas de fogos atingiram €129 milhões em 2025; a discussão ainda está em curso.

A Holanda se aproxima de banir a maioria dos fogos de artifício de uso doméstico, em consonância com a Irlanda, enquanto outros países da UE discutem medidas mais duras. A proposta ganhou força após o réveillon, quando explosões abalaram ruas, casas e serviços de emergência. A mobilização também envolve debates sobre o custo social dos artefatos.

Durante a virada do ano, residentes relataram violência sem precedentes e danos generalizados. Em Yara Basta-Bos, médica de emergência em Amsterdã, o registro de ferimentos passou de mil, com uma parte significativa necessitando de internação. Em anos anteriores, já houve casos graves, como uma pessoa com a córnea atingida por um rojão.

Dados oficiais apontam que a passagem do ano registrou 4.286 ocorrências de incêndio associadas a fogos de artifício, um ligeiro aumento em relação ao ano anterior. A polícia informou ainda que um incêndio em uma igreja centenária, próxima ao Vondelpark, marcou o entorno com violência sem precedentes para a cidade.

Representantes das emergências destacam que ataques contra bombeiros ocorreram durante o serviço, com apoio da polícia de choque necessário em parte da operação. A presidente da sociedade de médicos de emergência, respeitos a Basta-Bos, enfatiza a necessidade de alternativas seguras para reduzir incidentes graves.

No campo político, Ines Kostić, deputada do Partido dos Animais, defende a proibição desde há 15 anos, ressaltando que a percepção pública sobre vítimas e sobre o peso sobre os serviços de socorro ganhou força. A parlamentar também reconhece que a normalização social do uso de fogos foi construída ao longo do tempo.

No setor privado, lojistas de fogos de artifício, com autorização para atividades de demonstração, argumentam que a compra fácil em países vizinhos pode minar a eficácia de qualquer banimento nacional. O varejo aponta ainda que as exportações legais não equivalem aos riscos apresentados por explosões ilegais importadas.

Registros oficiais indicam que, além da Holanda, outros países europeus discutem ou já adotaram medidas mais restritivas. Em Atenas e em Nicósia, houve celebrações com shows de drones para evitar ruídos e poluição; na cidade de Bruxelas, parte dos fogos foi permitida, gerando distúrbios. A Comissão Europeia identificou falhas na diretiva de pyrotechnia, especialmente no acesso a fogos perigosos.

A decisão holandesa depende de um acordo de compensação ao setor, que teve vendas de cerca de €129 milhões em 2025, segundo dados oficiais. A proposta do banimento inclui compensação para reduzir litígios e sustentar o mercado, que prevê impactos econômicos na indústria de entretenimento pirotécnico.

Caminho institucional e impactos

A medida, aprovada pelo parlamento, depende de acordo com o setor para ser implementada. O objetivo é reduzir ferimentos graves e a carga sobre serviços de saúde, especialmente durante as festividades de final de ano. Observadores divergem sobre a efetividade, mas apontam para a necessidade de alternativas organizadas de celebração.

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