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Pânico em creche somali mostra mãe e filho buscando influenciar MAGA

Mãe e filho ligados ao universo Maga propagam desinformação sobre creches somalis, impulsionando pauta anti-imigração nas redes

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Nick Shirley speaks during a roundtable discussion at the White House on 8 October 2025.
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  • Nick Shirley, influenciador de direita, lançou vídeo alegando fraude em creches geridas por somalis em Minnesota, poucas semanas antes de ações federais sobre financiamento a creches.
  • Susan quem o acompanha, Brooke Shirley, mãe de Nick, também atua como influenciadora e participa de conteúdos pró-Maga em várias plataformas, incluindo TikTok e YouTube.
  • Após a veiculação, veículos locais contestaram as acusações, mostrando pouca base factual para afirmar fraude generalizada, com algumas creches sem indícios de crime.
  • Autoridades e veículos de imprensa destacam que, apesar de investigações de fraude em programas de proteção social no estado, nenhum processo foi aberto contra as creches mencionadas por Nick Shirley.
  • A dupla tem viajado para cobrir temas alinhados ao espectro Maga, envolvendo-se em eventos e conteúdos promovidos pela direita, com repercussão entre apoiadores de Donald Trump.

Nick Shirley, influenciador de direita nos EUA, publicou um vídeo em dezembro alegando fraudes generalizadas em creches ligadas à comunidade somali em Minnesota. A peça foi usada para acalentar narrativas anti-imigração logo após anúncios federais de congelamento de financiamento.

A produção envolve também Brooke Shirley, sua mãe, que atua como jornalista cidadã nas redes. O duo costuma viajar pelos EUA para cobrir pautas conservadoras e publicar conteúdos em várias plataformas, incluindo TikTok e YouTube.

O material tradicionalmente se apresenta como jornalismo investigativo, mas levantou dúvidas entre veículos locais, que questionaram o embasamento das acusações e a validade dos dados usados. As autoridades estaduais não constataram fraude associada às creches citadas.

No Minnesota, a resposta de veículos locais mostrou que as creches citadas não tinham registros de fraude federal comprovado. Relatórios indicaram que parte das informações partiu de fontes públicas, sem verificação independente suficiente.

As atividades dos Shirleys aparecem em meio a um ecossistema de criadores que promovem narrativas revanche contra imigrantes e minorias, com alcance notório em redes sociais. Em novembro, Nick Shirley foi premiado como jornalista cidadão numa gala associada a figuras conservadoras.

Shirley também participou de eventos ligados ao governo federal, chegando a integrar um grupo de discussões com autoridades para discutir políticas de segurança e imigração. Em sua trajetória, os dois registraram empresas ligadas à atuação de conteúdos online.

As reportagens desdobraram-se em uma discussão maior sobre o papel de influenciadores na disseminação de desinformação. Pesquisas indicam que um contingente significativo da população obtém notícias através de criadores de conteúdo nas redes sociais.

Entretanto, investigadores locais highlightaram que não houve apresentada qualquer acusação de fraude contra as creches citadas no vídeo de Nick Shirley. O fato ressalta a diferença entre alegações veiculadas por criadores de conteúdo e ações legais formais.

O debate sobre a relação entre imprensa alternativa, plataformas digitais e políticas públicas continua, com especialistas observando impactos na confiança pública e na representação democrática. Esse episódio traz à tona a necessidade de verificação rigorosa de informações em conteúdos de alto alcance.

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