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Partido Missão propõe usar métodos de Moraes na luta contra o crime organizado

Missão defende guerra ao crime organizado pela aplicação do direito penal do inimigo e reformas fiscais, buscando ruptura geracional na política brasileira

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Renan Santos, partido Missão
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  • A Missão, novo partido liderado por Renan Santos, vai disputar a Presidência em 2026 com propostas voltadas a esquerda, Centrão e a área conservadora ligada a Bolsonaro.
  • A plataforma prevê uma “guerra ao crime organizado” com medidas duras contra facções, utilizando referências ao direito penal do inimigo e a atuação de Moraes, além da criação de nova legislação para facilitar punições rápidas.
  • Em economia, o grupo defende um ajuste fiscal duro, reforma administrativa e condicionar emendas parlamentares e fundos públicos ao desempenho de prefeitos e governadores.
  • A ideia central é promover uma ruptura geracional, buscando liderança dos millenials e promovendo uma visão de Brasil mais voltada ao futuro, tecnologia e contenção de “wokismo”.
  • Em relação ao Centrão, a ideia é reduzir o peso das emendas e dos mecanismos de financiamento, com regras objetivas; e o grupo defende a defesa de valores de Deus, pátria, família e liberdade, com limites à liberdade de expressão durante ações contra o crime.

O partido Missão disputará a Presidência da República nas eleições de 2026, com uma plataforma que agride tanto a esquerda quanto a direita tradicional. O pré-candidato Renan Santos, fundador do MBL, lidera a agremiação. O foco principal é guerra ao crime organizado, combate à compra de votos com emendas e um ajuste fiscal rigoroso, sem poupar programas sociais.

Segundo Santos, a Missão pretende romper com as velhas oligarquias e promover uma “ruptura geracional” para ampliar a participação de millenials no poder. O objetivo é reduzir a influência de forças políticas vinculadas ao Centrão e aos esquemas de corrupção associados a emendas e aos fundos partidário e eleitoral.

A ideia é apresentar um conservadorismo diferente do utilizado pelo atual bolsonarismo, buscando um público que tenha ceticismo com as antigas lideranças e que deseje respostas rápidas para problemas estruturais. Renan afirma que a Missão mira uma direita aberta a tecnologia e menos ligada a rótulos tradicionais.

Propostas centrais

O plano central combina três reformas estruturais: combate firme ao crime organizado, aplicação de princípios do direito penal do inimigo para facções, e um ajuste fiscal severo para retomar a capacidade de investimento do Estado. O objetivo é criar políticas objetivas com base em leis claras.

A bancada do Congresso seria pressionada a apoiar mudanças no setor de segurança pública, com critérios objetivos para atuação do Ministério Público e do Judiciário. O partido afirma que o uso de instrumentos legais deve ser claro e proporcional.

Outra peça-chave é a reforma administrativa, com critérios de financiamento de emendas e de fundos eleitorais condicionados ao desempenho de cidades e estados. Emendas, fundos e alianças seriam avaliados por indicadores de educação, saúde e segurança.

Cenários políticos e econômicos

A Missão pretende apresentar um programa de contenção de gastos públicos para evitar o colapso fiscal em 2027. O pacote inclui uma reforma tributária e uma revisão de políticas para reduzir a dependência de financiamento estatal em campanhas.

Renan Santos sustenta que a nova direita não depende apenas de votos, mas de mobilizar uma “cena” intelectual que gere políticas públicas eficazes. A ideia é que ações acima da política institucional avancem, com impacto gradual na prática administrativa.

Questionado sobre a relação com o centrão, o pré-candidato afirma que o partido buscará redefinir incentivos, reduzindo a prática de compra de votos através de emendas. A proposta é vincular recursos a resultados em educação, saúde e infraestrutura.

Visões de governo

A Missão se posiciona como direita, porém dissocia-se do conservadorismo performático de alguns símbolos bolsonaristas. O partido defende uma leitura nacionalista que prioriza soberania, segurança, família e liberdade, com propostas para manter a autonomia econômica do Brasil.

Renan também cita inspirações históricas e referências de direita, incluindo ideias de liberalização econômica com controle de gastos, além de referências internacionais de líderes como Bukele e Milei. O objetivo é construir uma agenda capaz de ampliar o espaço político de uma nova geração.

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